Esporte na Band

Vice do Corinthians se opõe à SAF e intervenção: "Não vai quitar as dívidas no dia seguinte"

Armando Mendonça, vice-presidente do alvinegro, disse que ainda acredita no modelo associativo para gerir o Timão; atualmente, o clube está próximo de ultrapassar a marca de R$ 3 bilhões em dívidas

Da redação
DA REDAÇÃO

24/11/2025 • 18:44 • Atualizado em 24/11/2025 • 18:44

O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, declarou que ainda acredita no modelo associativo para o futuro do alvinegro e rechaçou apoiar uma transformação do clube em SAF (Sociedade Anônima do Futebol) ou a uma intervenção judicial no Parque São Jorge.

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"Não vejo, de forma jurídica, elementos e justificativas par uma intervenção. [...] Sabemos da crise política e financeira que vivemos, e em nenhuma intervenção judicial, no dia seguinte, as questões financeiras estarão resolvidas, as dívidas quitadas e o Corinthians '100% profissional'", declarou o dirigente em entrevista exclusiva ao Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes.

Armando ainda se opôs a uma possível implementação do clube numa SAF. Atualmente, um grupo de torcedores articulam a implementação da 'SAFiel' com direito a compra de cotas para que os corinthianos possam se tornar donos do futebol alvinegro.

"Não acredito que o departamento de futebol do Corinthians valha R$ 1.5 bilhões, apenas. Só a Portuguesa arrecadou R$ 1 bilhão. [...] Não é uma questão tão simples. Ainda acredito no modelo associativo. Tem gente séria no Corinthians. Semanalmente, a gente recebe investidores do mundo árabe querendo colocar bilhões no Corinthians, mas ao avaliar possibilidades, você vê que há problemas e entraves", pontuou.

Possíveis irregularidades

Armando aproveitou para se defender das acusações de possível envolvimento no escândalo de desvios de materiais esportivos no clube. Após uma auditoria interna, foi relatado que o vice-presidente teria realizado a retirada de 131 materiais esportivos do Corinthians.

"É uma mentira, uma irresponsabilidade do senhor Marcelo Munhoz em afirmar [que retirei 131 itens esportivos]. Retirei 47 materiais. [...] Destes, 10 foram retirados por mim e entregues a diretores da nossa gestão. É um trabalho incompetente, com erros crassos e tendenciosos, com viés político para prejudicar minha reputação", declarou.

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