Esporte na Band

Vice do Corinthians nega desvio de camisas da Nike e pede auditoria

Dirigente afirma ter documentos de defesa e critica falhas no relatório interno

Da redação
DA REDAÇÃO

19/11/2025 • 19:23 • Atualizado em 19/11/2025 • 19:23

O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, reuniu a imprensa nesta quarta-feira (19) para rebater suspeitas de que teria desviado 131 itens fornecidos pela Nike sem registro oficial. Ele negou qualquer irregularidade, disse não ser responsável pela administração dos almoxarifados do clube e afirmou que sua reputação foi atingida por erros no relatório que embasou as acusações.

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Armando sustentou que retirou apenas parte do material vinculado ao seu nome e apresentou e-mails e documentos que, segundo ele, comprovam a legalidade das solicitações. De acordo com sua defesa, das 131 peças citadas, 84 não saíram do Corinthians, e apenas 47 foram efetivamente liberadas para ações de relacionamento. “Em cinco meses, isso dá uma média de cinco peças por mês. Tudo dentro das normas”, declarou.

Críticas ao relatório e pedido de auditoria externa

O dirigente explicou que pedidos de uniformes são feitos por funcionários em sistema digital, passam pelo controle administrativo e só depois chegam à sua autorização final, que ele classificou como uma formalidade. Armando também afirmou que não foi ouvido durante a elaboração da auditoria, contestou divergências de assinaturas e pediu a contratação de uma auditoria externa independente. “Se constatarem que desviei um grampo do Corinthians, eu renuncio no dia seguinte”, afirmou.

Contestações sobre casos específicos e retiradas de materiais

Entre os pontos que contesta, o vice negou ter interferido no trabalho do diretor de tecnologia Marcelo Munhoes, responsável pela auditoria, e rejeitou a acusação de desvio de oito camisas comemorativas da NFL. Para sustentar sua versão, mostrou e-mails em que solicita a separação dos materiais e registra que as peças estavam sob sua posse apenas de forma temporária, aguardando formalização.

Armando também disse não ter sido responsável pela transferência de peças da nova terceira camisa do CT para o Parque São Jorge, mudança que ocorreu após queixas da comissão técnica. Segundo ele, como as notas fiscais não poderiam ser alteradas, o lote acabou sem registro, mas foi encaminhado para atender solicitação da presidência.

O vice ainda relatou inconsistências no relatório, como a inclusão do nome de um funcionário que teria negado participação na auditoria, e a ausência de retiradas feitas pelo próprio setor de tecnologia a pedido do auditor, incluindo camisetas, mochila e uma peça autografada. Ele também afirmou que a falta de uniformes no jogo contra o Fluminense ocorreu por atraso logístico da Nike, e não por gestão deficitária do clube.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), acionada pelo Ministério Público de São Paulo. Armando prestou depoimento na terça-feira, 15, quando apresentou às autoridades os mesmos documentos exibidos à imprensa.

Com Agência Estado