Esporte na Band

“Vini Jr. não é líder de vestiário”, afirma Dunga ao analisar papel do atacante na Seleção

Ex-capitão do Tetra avalia o camisa 7 do Real Madrid e destaca necessidade de uma voz interna mais forte no time brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

17/11/2025 • 09:43 • Atualizado em 17/11/2025 • 09:51

Vini Jr., atacante da Seleção Brasileira

Vini Jr., atacante da Seleção Brasileira

REUTERS/Kim Hong-Ji

Resumo

Dunga afirmou que Vinicius Júnior é apenas um “líder técnico” e que a Seleção ainda carece de um líder de vestiário. Segundo ele, essa função não deve ser atribuída ao atacante.

O ex-capitão apontou Casemiro como possível referência interna e disse que, no Real Madrid, Vini só precisa jogar, enquanto no Brasil enfrenta mais cobranças.

Dunga elogiou Ancelotti e afirmou que o ambiente melhorou, mas destacou que Espanha, França e Argentina estão à frente da Seleção no momento.

O ex-jogador Dunga afirmou que Vinicius Júnior ainda não exerce a liderança interna que a Seleção Brasileira precisa. Em entrevista ao jornal Marca, o capitão do Tetra disse que o atacante do Real Madrid se destaca principalmente pelo talento e capacidade de decidir em campo.

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“Vini, na minha opinião, é um líder técnico, não um líder de vestiário, não é o que seria um capitão tradicional. Ele cria jogadas, toma a iniciativa, mas o Brasil ainda precisa de alguém que cumpra esse papel dentro do grupo”, avaliou Dunga.

Questionado sobre Casemiro, o ex-treinador disse que o volante pode assumir essa função. “Faz tempo que não temos essa figura. Um líder não é formado, nasce assim. E colocar essa responsabilidade no Vinicius não é bom para ele”, completou.

Comparação entre Seleção e Real Madrid

Dunga também comentou a diferença de rendimento entre clube e seleção. Para ele, no Real Madrid, Vini Jr. se concentra apenas em jogar, enquanto outros jogadores assumem a liderança interna. “No Madrid, ele só se preocupa em jogar. No Brasil, não”, analisou.

Visão sobre Ancelotti e cenário global

O ex-capitão ainda apoiou a escolha por Carlo Ancelotti no comando do Brasil. “Era o momento de testar um estrangeiro. Trouxeram o Carletto e agora só se fala de futebol, não de brigas internas”, afirmou.

Ao ser questionado sobre o momento da seleção no cenário mundial, Dunga apontou três equipes à frente. “Espanha, França e Argentina estão um passo adiante. Mas em seis meses tudo pode mudar”, concluiu.

Próximo jogo da Seleção Brasileira

Com Agência Estado