
Vojvoda, técnico do Santos
Raul Baretta/ Santos FC
Resumo
Classificação do Santos na Série A foi garantida após vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro, com Juan Pablo Vojvoda destacando sensação de alívio e necessidade urgente de o clube reencontrar seu tamanho.
Participação de Neymar foi marcada por atuação no sacrifício devido a lesão no menisco do joelho esquerdo, com cirurgia prevista e futuro incerto para 2026; treinador ressaltou compromisso do atleta e impacto emocional da luta contra o rebaixamento.
Reconstrução coletiva foi defendida por Vojvoda, que pediu humildade, diálogo entre áreas, valorização da base e união institucional como pilares para o planejamento e evolução do Santos nos próximos anos.
Juan Pablo Vojvoda deixou a Vila Belmiro no último domingo (7) com uma sensação de alívio, mas sem espaço para festa. Após garantir a permanência do Santos na última rodada com um 3 a 0 sobre o Cruzeiro, o técnico argentino foi categórico: a missão foi cumprida, mas o clube precisa urgentemente reencontrar seu tamanho.
Neymar e o futuro incerto: "Precisamos dele"
Vojvoda trouxe à tona conversas constantes com Neymar, revelando que o camisa 10 atuou no sacrifício na reta final e fará uma cirurgia agora que a temporada acabou para corrigir um problema no menisco do joelho esquerdo. No entanto, a continuidade do craque em 2026 segue incerta.
"Precisamos dele, o clube precisa. Neymar e Santos representam muita coisa. Mas vamos deixá-lo descansar", afirmou Vojvoda, destacando o compromisso do atacante mesmo com as limitações físicas.
O treinador enfatizou o impacto emocional da campanha, citando a luta contra o rebaixamento. "Há jogadores que nunca lutaram contra o rebaixamento. Neymar lutando contra isso? Não conhecia. Foram meses muito difíceis", declarou.
Reconstrução e humildade: o caminho para 2026
Evitando individualizar críticas, Vojvoda pediu uma reconstrução coletiva e reforçou que o trabalho não deve começar do zero.
“Não são só cinco meses meus. Não quer dizer que tudo que veio antes estava ruim. Se algo funciona, precisa continuar”, avaliou.
"É preciso humildade para ouvir, dialogar e integrar as áreas", acrescentou, frisando que a evolução passa pela organização interna.
Para o técnico, a tradição da base deve ser o pilar da retomada. "Se queremos planejar o futuro, precisamos começar pela estrutura e pela formação. Santos viveu momentos difíceis, mas vejo gente preocupada em tirar o clube dessa situação", valorizando a união institucional.
Com informações da Agência Estado

