Tiffany diz que não desistiu do vôlei após veto de participar da Superliga
Nova política de elegibilidade da CBV impede oposta do Osasco de atuar na competição feminina

Tiffany com troféu da Superliga de 2025
Divulgação/Redes Sociais
A oposta Tifanny Abreu, do Osasco, afirmou que não vai desistir de jogar vôlei profissionalmente, em manifestação publicada em suas redes sociais nesta segunda-feira (2). A declaração ocorre pouco mais de uma semana após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) derrubar a liminar que autorizava a participação da atleta nas partidas.
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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) manteve, no dia 24 de outubro, a determinação da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) de afastar a jogadora das competições oficiais desta temporada. Com a perda do efeito da liminar concedida pela Justiça comum, a atleta foi excluída da lista de inscrições deferidas de sua equipe.
"Pelos caminhos do mundo, nenhum destino se perde. E mesmo quando os caminhos se tornam difíceis, quando tentam silenciar minha voz ou limitar os meus passos, sigo acreditando que nenhuma luta é em vão", escreveu Tifanny.
Pressão política e mobilização digital
Nos comentários da publicação, a jogadora marcou perfis de lideranças políticas e solicitou apoio aos seguidores. A lista incluiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os deputados federais André Janones (Avante-MG), Sâmia Bonfim (PSOL-SP), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Erika Hilton (PSOL-SP), além do ministro Alexandre Padilha e de Simone Tebet.
A defesa da jogadora apresentou pedido de reconsideração contra o bloqueio. Como a controvérsia ainda aguarda julgamento definitivo na Justiça comum, o processo permanece em andamento.
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Novas diretrizes de gênero no esporte
A restrição decorre da diretriz editada pela CBV em agosto deste ano. A entidade limitou as disputas da categoria feminina exclusivamente para atletas com sexo biológico feminino.
A confederação adotou a medida alegando alinhamento técnico com as orientações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). As federações nacionais, no entanto, não possuem obrigatoriedade regulamentar de aplicar os parâmetros do COI em torneios domésticos.
Antes da derrubada da autorização judicial obtida no dia 16 de outubro, Tifanny disputou a Supercopa contra o Praia Clube e participou da estreia do Osasco na Superliga, diante da equipe de Brasília.
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Trajetória vitoriosa nas quadras
Na temporada passada, a atleta foi a única participante transexual na Superliga Feminina. Tifanny completou o processo de transição de gênero e iniciou as atuações no voleibol feminino em 2017, após obter liberação da FIVB.
Após passagem pela liga italiana, a jogadora retornou ao país para atuar pelo Sesi-Bauru. Desde 2021 defendendo o Osasco, ela reúne no currículo o título da Superliga e quatro conquistas do Campeonato Paulista.
A jogadora também soma um vice-campeonato sul-americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes. A mais recente edição do Campeonato Paulista foi a única taça disputada por Tifanny com liberação oficial após o anúncio das novas regras da CBV.
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*Com informações de Estadão Conteúdo
