Gastronomia
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Restaurante Imperial completa 60 anos no Centro de Curitiba

Casa recebe cerca de 500 pessoas por dia e mantém receitas que atravessam gerações, como o tradicional filé à parmegiana

4 min

28/09/2026 16:50 • Atualizado há 9 horas

Restaurante Imperial completa 60 anos no Centro de Curitiba

O Restaurante Imperial completa 60 anos nesta segunda-feira (28) com uma história diretamente ligada ao Centro de Curitiba.

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Fundado em 1966, o restaurante acompanhou mudanças de hábitos, gerações e até de endereço, mas permaneceu na Rua José Loureiro. Hoje, recebe em média 500 pessoas por dia entre almoço e jantar.

Ao longo de seis décadas, o Imperial se consolidou como um ponto de encontro de diferentes gerações. Há clientes que conheceram a casa com os pais ou avós e hoje retornam com os próprios filhos.

“O Imperial vive e respira o centro de Curitiba. Sentimos que ele já não é simplesmente um comércio: faz parte da memória de muitas pessoas”, afirma o proprietário Sergio Chueh.

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Das origens ibéricas ao Centro de Curitiba

O restaurante abriu as portas na Rua José Loureiro, 135, pelas mãos dos imigrantes Victoriano Touron Souto, conhecido como Vitor, e Manuel Rosa Henriques.

Victoriano era espanhol e Manuel, português. O nome Imperial foi escolhido por remeter a uma expressão bastante utilizada comercialmente nos países de origem dos fundadores e associada à tradição e ao prestígio.

No início, o espaço tinha cerca de 50 metros quadrados, poucas mesas e uma estrutura simples.

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Nos primeiros anos, funcionava como um pequeno boteco frequentado principalmente por homens após o trabalho. O cardápio misturava petiscos, pratos brasileiros e receitas de influência espanhola e portuguesa, como paella, bacalhau e risoto de polvo.

Com o tempo, o público mudou e as famílias passaram a ocupar cada vez mais o salão.

Restaurante mudou de mãos em 1997

Depois de mais de três décadas à frente do negócio, Victoriano se aposentou e vendeu o restaurante, em 1997, aos irmãos Sergio e Marcos Chueh.

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Filhos de um antigo cliente, eles assumiram uma casa que já fazia parte da memória de muitos curitibanos.

Em 2014, Marcos deixou a sociedade e Sergio passou a comandar integralmente o Imperial ao lado da esposa, Leticia.

“Quando assumimos, o Imperial já tinha mais de 30 anos de tradição. Muitos clientes antigos ficaram receosos, com medo de que aquela história se perdesse. Aos poucos, mostramos que era possível modernizar o que fosse necessário e, ao mesmo tempo, preservar a essência”, conta Sergio.

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Mudança de endereço marcou nova fase

O ano de 2020 foi um dos mais difíceis da história do restaurante.

Durante a pandemia, morreu Ramiro Gil Sobrado, conhecido como “Espanhol”, garçom que trabalhou por 45 anos no Imperial.

No mesmo período, depois de 55 anos no imóvel original, o restaurante deixou o número 135 da Rua José Loureiro e passou a funcionar no número 111, a poucos metros dali.

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O novo espaço já havia abrigado a redação do Diário do Paraná e permitiu que a casa ganhasse uma estrutura maior.

Fotografias antigas de Curitiba e imagens de funcionários que marcaram a história do Imperial passaram a fazer parte da decoração.

Filé à parmegiana virou símbolo da casa

Entre todas as receitas, o filé à parmegiana se tornou um dos principais símbolos do Imperial.

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O prato é preparado com filé mignon e, segundo o restaurante, foi sendo aprimorado ao longo dos anos com mudanças no molho, nos queijos e na seleção dos ingredientes.

Um dos detalhes mais conhecidos do serviço é o corte da carne com uma colher diante do cliente.

Em sábados de maior movimento, cerca de 300 parmegianas podem ser servidas apenas no almoço. O restaurante informa que consome mais de uma tonelada de filé mignon por mês.

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Cardápio preserva receitas antigas

As paellas Marinera e Valenciana estão entre os pratos mais antigos da casa e seguem disponíveis sob encomenda.

O cardápio também mantém receitas como tutu de feijão, dobradinha, feijoada, língua com purê e ervilhas, costela assada e diferentes preparos com filé mignon.

Outro prato ligado à história da família é o Mignon à Imperial, criado por Farid Chueh, pai de Sergio e Marcos, inicialmente para os almoços de domingo.

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À noite, o restaurante retomou a tradição dos petiscos de boteco, com opções como bolinhos, pão com bolinho e pão com costela.

De Cauby Peixoto a Hermeto Pascoal

Ao longo de seis décadas, o Imperial recebeu nomes da música, esporte, imprensa, política e artes.

Entre os visitantes lembrados pela casa estão Cauby Peixoto, Teixeirinha e Hermeto Pascoal.

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Para os proprietários, no entanto, a história foi construída principalmente pela clientela que manteve o restaurante presente no cotidiano da cidade.

“Chegar aos 60 anos em uma cidade que viu tantos restaurantes tradicionais fecharem ou se transformarem significa muito. Traz, principalmente, gratidão”, afirma Sergio.

Prêmios e reconhecimento

O Imperial foi eleito por três anos consecutivos o Melhor Restaurante para Ir no Centro de Curitiba no Prêmio Bom Gourmet, em 2024, 2025 e 2026.

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Também venceu a categoria Melhor Parmegiana da Cidade em 2025 e 2026 e foi escolhido Melhor Restaurante para Levar um Turista em 2026.

Na edição 2018/2019 do Veja Comer & Beber Curitiba, ficou entre os destaques da categoria Bom e Barato.

Serviço

Restaurante ImperialRua José Loureiro, 111, sobreloja, Centro, CuritibaAlmoço: segunda a sábado, das 11h às 16h30Jantar: terça a sexta, das 18h às 23hReservas: (41) 3222-1323Instagram: @restauranteimperial1966