25 anos do 11 de setembro: o momento em que Bush recebe notícia do ataque
Após 25 anos dos ataques às torres do World Trade Center, nos Estados Unidos, o ex-presidente George W. Bush relembrou o momento em que foi avisado que o país

Após 25 anos dos ataques às torres do World Trade Center, nos Estados Unidos, o ex-presidente George W. Bush relembrou o momento em que foi avisado que o país estava sob ataque. Ele falou sobre o atentado em um evento sobre a data no George W. Bush Presidential Center nesta quarta-feira (9).
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"Eu estava em uma sala de aula ouvindo crianças lendo quando fui avisado pelo meu secretário que a América estava sob ataque. Não tive muito tempo para processar, mas estava claro para mim que meu trabalho era proteger aquelas crianças, as famílias e o país".
Bush e a então secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, compartilharam suas reflexões sobre o atentado e como a data mudou o país sob diversos aspectos.
Na conversa, Rice lembrou que levantou a voz contra o presidente durante uma conversa ao telefone.
"Fiz algo que nunca fiz: levantei a voz falar com você porque você havia me dito que estava voltando. Falei para você ficar porque os Estados Unidos estavam sob ataque."
O momento do aviso do ataque
Bush entrou na sala de aula das crianças sabendo que um primeiro avião havia atingido uma das torres do World Trade Center, mas até então o caso era tratado como um possível acidente.
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Minutos após a segunda torre ser atingida pelo segundo avião, o chefe de gabinete Andrew Card, entra na sala e dá um recado ao pé do ouvido de Bush.
"Ele me avisa que um segundo avião atingiu as torres e a América estava sob ataque (...) e pouco depois começo a ver o horror no rosto dos jornalistas que me acompanhavam"
Naquela mesma noite, Bush realizou um pronunciamento afirmando que os Estados Unidos iriam responder ao ataque.
Relembre o momento do aviso
O que foi o 11 de setembro
Os ataques de 11 de setembro de 2001 representaram a maior ação terrorista da história em solo norte-americano, executada pela rede extremista Al-Qaeda. Naquela manhã, dezenove terroristas sequestraram quatro aeronaves comerciais nos Estados Unidos, transformando-os em armas de destruição em massa contra alvos estratégicos civis e governamentais.
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Duas aeronaves atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, provocando o colapso total dos arranha-céus e devastando o distrito financeiro de Manhattan.
Um terceiro avião colidiu contra a fachada do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, nos arredores de Washington, D.C., enquanto a quarta aeronave caiu em um campo aberto na Pensilvânia após a reação heroica de passageiros e tripulantes, que impediram que o alvo final, possivelmente o Capitólio ou a Casa Branca, fosse atingido.
O atentado resultou na morte de quase 3 mil pessoas de dezenas de nacionalidades diferentes, além de deixar milhares de feridos e enlutados. A tragédia mobilizou equipes de resgate por semanas em meio aos escombros e gerou um trauma social profundo na população americana, paralisando temporariamente o espaço aéreo e os mercados financeiros globais.
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As repercussões geopolíticas e de segurança nacional foram imediatas e duradouras, redefinindo a política externa dos Estados Unidos e inaugurando a chamada "Guerra ao Terror". O evento motivou a criação do Departamento de Segurança Interna, endureceu as regras de aviação civil em todo o planeta e desencadeou as intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, cujos desdobramentos moldaram o cenário internacional ao longo do século XXI.
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