Bebida adulterada com metanol deixa 48 mortos na Nigéria
Primeiro caso foi identificado no início do mês, desde então número de intoxicados passa de 180. Bebida artesanal teria sido produzida com a substância tóxica.

A autoridade reguladora de alimentos e medicamentos da Nigéria afirmou neste sábado (19) que bebidas alcoólicas adulteradas com metanol deixaram ao menos 48 mortos e 182 intoxicados nas últimas semanas.
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As mortes ocorreram em três distritos do estado de Ondo, no sul da Nigéria, após as vítimas consumirem uma bebida alcoólica artesanal supostamente adulterada com metanol. Segundo a imprensa local, a bebida é conhecida como Monkey Tail.
Os primeiros casos foram registrados no início do mês. "A causa das mortes está ligada ao consumo de metanol. As amostras de urina das vítimas indicam a presença dessa substância", informou o comissário de Saúde do estado de Ondo, Banji Ajaka.
Exames laboratoriais identificaram a presença de "altas concentrações de metanol", um composto alcoólico altamente tóxico, informou a agência.
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Suspeitos presos
As autoridades prenderam 15 pessoas por envolvimento na produção e na venda da bebida, informou a agência reguladora. O metanol é extremamente tóxico e pode causar morte por falência de órgãos, além de provocar cegueira.
O consumo de bebidas alcoólicas produzidas artesanalmente é comum na Nigéria, o país mais populoso da África, especialmente em áreas rurais, devido ao baixo custo e à falta de controles sanitários rigorosos.
A Agência Nacional para Administração e Controle de Alimentos e Medicamentos da Nigéria mantém uma proibição nacional à comercialização de bebidas alcoólicas em sachês e em pequenas embalagens plásticas, por considerar que esses recipientes facilitam o acesso ao álcool por crianças e jovens.
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Para conter a propagação dos casos e evitar novas mortes, o governo estadual mobilizou uma força-tarefa multidisciplinar em conjunto com a Agência Nacional para Administração e Controle de Alimentos e Medicamentos, a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência Nacional de Repressão às Drogas, os serviços de inteligência e a polícia.
No ano passado, a distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol também fez vítimas no Brasil. Casos foram registrados em vários estados do país.
cn (AFP, EFE, Reuters)
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Autor: Redação DW
