Braço direito de megatraficante internacional é preso no Paraguai
Dionisio Manuel Cáceres Cabrebra, apontado como homem de confiança de Sebastián Marset, é capturado pela Polícia

A Polícia Nacional do Paraguai prendeu nesta semana Dionisio Manuel Cáceres Cabrebra, conhecido como "Manu", de 38 anos. Considerado um dos homens mais próximos do megatraficante uruguaio Sebastián Marset, o suspeito estava foragido desde fevereiro, quando teve a prisão preventiva decretada por acusações de tráfico internacional de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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A captura ocorreu após uma operação realizada ao longo dos últimos sete meses em conjunto com o Ministério Público paraguaio e órgãos de fiscalização. Segundo as investigações, Dionisio atuava na estrutura logística do grupo criminoso no Paraguai e na expansão das operações ilícitas para Uruguai, Bolívia, Argentina e Brasil.
Conexões com o futebol e o crime organizado
Além do envolvimento com o narcotráfico transnacional, as apurações apontam que o suspeito atuava como empresário e gerente esportivo do Rubio Ñu, clube de futebol paraguaio. A investigação revelou que o ambiente do futebol era utilizado para dar aparência de legalidade aos negócios da organização e apoiar a rede de contatos do esquema.
O avanço das autoridades paraguaias também levou à prisão de outros nomes ligados à estrutura de apoio de Sebastián Marset, incluindo o ex-goleiro Victor Centurión, com passagens pelo Olímpia e pela seleção paraguaia. O próprio Marset utilizava o futebol e identidades falsas na Bolívia como fachada enquanto era procurado internacionalmente, antes de ser morto a tiros em maio de 2022 durante uma viagem à Colômbia.
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Rede internacional de drogas e dinheiro
As autoridades policiais destacam que a rede liderada por Marset movimentava toneladas de cocaína entre países da América do Sul com rotas de exportação voltadas para a Europa. Com a prisão de Dionisio, os investigadores buscam desmantelar o restante da cúpula financeira e logística que dava suporte aos operadores do esquema na região de fronteira.
O suspeito permanece sob custódia das autoridades paraguaias à disposição da Justiça para responder pelos crimes federais imputados na investigação.
