Brasileiros são executados a tiros dentro de casa na Bolívia
Polícia investiga ligação com o crime organizado

Brasileiros são executados a tiros dentro de casa na Bolívia
Reprodução/Band
Dois brasileiros foram assassinados a tiros na última semana dentro da residência onde viviam, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. As vítimas foram identificadas como Wendeles Espinosa, de 27 anos, e Jeferson Pereira, de 46, que moravam no local havia seis meses. O crime é investigado pelas autoridades bolivianas, que não descartam acerto de contas ligado ao crime organizado.
Continua depois da publicidade
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento dos disparos e a fuga dos pistoleiros a bordo de um carro pertencente à família de um vizinho das vítimas. Uma mulher paraguaia que estava no imóvel não ficou ferida e é apontada pela polícia como a principal testemunha do caso. O local passou por perícia técnica para subsidiar as investigações.
Dinâmica do crime e investigação
Segundo relatos de testemunhas colhidos no local, os assassinos passaram dias monitorando a rotina dos dois brasileiros antes de cometerem a execução. Um veículo suspeito foi visto estacionado em frente à residência na noite anterior ao crime.
O automóvel roubado utilizado pelos criminosos na fuga foi posteriormente recuperado pelas autoridades locais. No entanto, a polícia da Bolívia descarta a hipótese de um crime patrimonial, uma vez que a principal linha de apuração aponta para uma execução planejada. Os autores dos disparos ainda não foram identificados.
Continua depois da publicidade
Conexão com facções criminosas
A polícia do país vizinho investiga a hipótese de uma retaliação por parte do crime organizado brasileiro. Santa Cruz de la Sierra é historicamente conhecida por funcionar como uma importante base para a negociação e compra direta de cocaína destinada ao território nacional e à Europa, além de refugiar integrantes de facções criminosas.
Recentemente, a polícia paulista prendeu na mesma cidade boliviana dois chefões do Primeiro Comando da Capital (PCC) que viviam na região sob a proteção de organizações criminosas. As investigações continuam para esclarecer a motivação dos homicídios e localizar os responsáveis.
