Internacional

Bulgária acusa Rússia de atacar navios mercantes no Mar Negro

O navio de carga Dignity, com bandeira da Guiné-Bissau, afundou após ser atingido

4 min

13/10/2026 14:46 • Atualizado há 7 horas

Bulgária acusa Rússia de atacar navios mercantes no Mar Negro

Bulgarian Interior Ministry/Divulgação via REUTERS

Ataques de drones nesta terça-feira (13) atingiram dois navios mercantes ao largo da costa da Bulgária, no mais recente sinal das consequências da escalada da guerra na Ucrânia na região do Mar Negro.

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O navio de carga Dignity, com bandeira da Guiné-Bissau, afundou após ser atingido. Cinco marinheiros foram resgatados, enquanto continuam as buscas pelos outros 11 tripulantes, informou o governador da província búlgara de Varna, Mario Smrkov.

O Dignity viajava entre a Argélia e o porto romeno de Braila com uma tripulação composta por cidadãos sírios e egípcios, informou o Ministério do Interior da Bulgária, país membro da Otan e da União Europeia (UE).

A outra embarcação atingida foi o cargueiro costeiro Chelsea 3, operado pela Ucrânia e com bandeira de Malta. Equipes de resgate retiraram todos os 15 tripulantes; cinco deles receberam atendimento médico devido a ferimentos leves, afirmou o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, em vídeo publicado nas redes sociais.

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A tripulação do Chelsea 3, composta por sete cidadãos ucranianos e oito azerbaijanos, relatou que o convés e o casco do navio foram atingidos por três drones aéreos, segundo relatos do Ministério do Interior.

Radev convocou a embaixadora russa para prestar explicações.

Ataques "favorecem interesses russos", diz Radev

Durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Bulgária nesta terça-feira, o premiê classificou os ataques como "absolutamente inaceitáveis" e afirmou que o país estava buscando assistência da Otan e da UE.

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Apesar de afirmar que seu país não possui "provas sólidas e claras para fazer acusações contra qualquer parte específica", Radev disse à embaixadora russa em Sófia que "não faz sentido a Ucrânia destruir seus próprios navios no Mar Negro".

"Os resultados desses ataques favorecem os interesses da Rússia", disse o premiê à representante de Moscou, segundo a assessoria de imprensa do governo.

O ministro da Defesa da Bulgária, Dimitar Stoyanov, disse que seria "ilógico que os ucranianos atacassem os seus próprios navios". "Nestas circunstâncias, presumimos que os drones sejam russos", corroborou.

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A embaixadora russa declarou não possuir informações do Ministério da Defesa da Rússia sobre os ataques recentes, mas acrescentou que não descartava a possibilidade de que isso pudesse representar uma "provocação por parte de terceiros".

Radev reiterou que a Bulgária continuará a investigar os ataques em conjunto com seus aliados da UE e da Otan para apurar a verdade. O premiê disse que seu país vem sofrendo danos econômicos e financeiros significativos e acrescentou que iniciará conversas com as nações vizinhas Romênia e a Turquia sobre propostas conjuntas para garantir a segurança da navegação no Mar Negro.

Otan reforça presença na região

Esta é a primeira vez que a Bulgária aponta diretamente a Rússia como responsável por um ataque. O governo de Radev tenta equilibrar seu alinhamento euro-atlântico com uma abordagem mais conciliadora em relação a Moscou.

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Após conversar com Radev, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que a aliança militar do Atlântico Norte ajustaria suas defesas "conforme necessário". "Já reforçamos nossa postura ao longo do flanco oriental e continuaremos a monitorar a situação de segurança, ajustando nossa postura de dissuasão e defesa", disse Rutte.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou os ataques, classificando-os como "mais uma frente de escalada da guerra da Rússia na Ucrânia".

O ministro do Exterior da Ucrânia, Andriy Sybiga, denunciou o que chamou de "desrespeito deliberado de Moscou pelas vidas de civis e pela segurança marítima no Mar Negro".

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"O Mar Negro é uma via vital para a segurança alimentar global. A Rússia o ataca para transformar a fome em arma e manter o mundo refém", disse Sybiga em postagem no X.

Otan reforça presença na região

Esta é a primeira vez que a Bulgária aponta diretamente a Rússia como responsável por um ataque. O governo de Radev tenta equilibrar seu alinhamento euro-atlântico com uma abordagem mais conciliadora em relação a Moscou.

Após conversar com Radev, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que a aliança militar do Atlântico Norte ajustaria suas defesas "conforme necessário". "Já reforçamos nossa postura ao longo do flanco oriental e continuaremos a monitorar a situação de segurança, ajustando nossa postura de dissuasão e defesa", disse Rutte.

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou os ataques, classificando-os como "mais uma frente de escalada da guerra da Rússia na Ucrânia".

O ministro do Exterior da Ucrânia, Andriy Sybiga, denunciou o que chamou de "desrespeito deliberado de Moscou pelas vidas de civis e pela segurança marítima no Mar Negro".

"O Mar Negro é uma via vital para a segurança alimentar global. A Rússia o ataca para transformar a fome em arma e manter o mundo refém", disse Sybiga em postagem no X.

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