Chefes do PCC e CV são presos em operação na Bolívia
As prisões foram efetuadas na cidade de Santa Cruz de la Sierra, considerada um ponto estratégico para a rota internacional do tráfico
Uma ação coordenada entre as forças de segurança do Brasil e da Bolívia resultou na prisão de dois chefes de alto escalão das maiores facções criminosas brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). As prisões foram efetuadas na cidade de Santa Cruz de la Sierra, considerada um ponto estratégico para a rota internacional do tráfico.
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Entre os capturados está uma integrante apontada como liderança do Comando Vermelho, conhecida como "Angeliquinha". Foragida desde o ano passado após escapar do sistema prisional, ela acumula condenações que somam cerca de 260 anos de pena. O outro alvo da operação é Roberto Prietro Filho, conhecido como "Betinho", liderança do PCC que também possui mais de 20 anos de penas pendentes.
Contexto e pressões internacionais
A prisão das lideranças ocorreu em um momento de articulação política e de segurança no continente americano. As prisões coincidiram com debates em torno do "Escudo das Américas" — aliança multilateral composta por 13 nações e liderada pelos Estados Unidos —, que busca classificar facções do crime organizado no hemisfério sul como grupos narcoterroristas.
A medida adotada por esse bloco de países prevê sanções econômicas severas, incluindo o congelamento de bens, o bloqueio de movimentações financeiras e a revogação de vistos de indivíduos ligados a essas organizações criminosas.
