Detenta está em estado crítico após sobreviver à injeção letal nos EUA
Detenta de 50 anos recebeu atendimento após injeções causarem fortes dores, formação de bolhas e inchaço no braço

A picture taken on December 4, 2007 shows death row inmate Christa Pike entering a Knox County Criminal Court in Knoxville, Tennessee, US., obtained by Reuters on September 30, 2026. J. Miles Cary/ Knoxville News Sentinel/USA TODAY NETWORK via REUTERS NO RESALES. NO ARCHIVES. MANDATORY CREDIT. TPX IMAGES OF THE DAY
J. Miles Cary/ Knoxville News Sentinel/Reuters
A condenada à morte Christa Pike, de 50 anos, segue internada em estado crítico em um hospital de Nashville, no estado do Tennessee (EUA). A internação de emergência ocorreu horas após a detenta sobreviver a duas tentativas consecutivas de execução por injeção letal na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend.
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Segundo relatos fornecidos por seus advogados à agência Reuters, a tentativa de aplicação das substâncias letais provocou severas reações físicas no corpo de Pike. A equipe de execução aplicou duas seringas com os medicamentos, mas as drogas aparentemente penetraram no tecido muscular do braço em vez de entrarem diretamente na corrente sanguínea.
A falha na aplicação fez com que o braço direito da detenta ficasse roxo, com a formação de bolhas na pele e forte inchaço no local das injeções.
Durante a aplicação da segunda dosagem, Pike relatou sentir dores intensas, afirmando aos executores e à sua defesa que seu braço parecia que iria "explodir". Diante da complicação clínica, ela foi transportada de ambulância para o hospital, onde recebeu o atendimento médico de urgência que salvou sua vida.
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Histórico de saúde e pronunciamento da defesa
A defesa da detenta revelou que Pike possuia um problema sanguíneo prévio e já temia complicações com o uso de injeções letais. Por essa razão, seus advogados haviam solicitado formalmente que o estado considerasse métodos alternativos de execução, como enforcamento ou fuzilamento, pedido que foi negado pelas autoridades.
Apesar de confirmarem que ela segue viva, os defensores ressaltaram que ainda não possuem um prognóstico definitivo ou informações atualizadas detalhadas sobre a evolução de seu quadro de saúde. Classificando o procedimento como "tortura química", a equipe jurídica renovou o pedido para que a sentença de morte seja comutada para prisão perpétua.
Em razão do ocorrido, o governador do Tennessee, Bill Lee, definiu o episódio como uma tragédia, determinou a suspensão de todas as execuções no estado pelo restante do ano e ordenou uma investigação independente sobre a falha.
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Em janeiro de 1995, quando tinha 18 anos, Christa Pike, seu namorado de 17 anos (Tadaryl Shipp) e um terceiro cúmplice atraíram Colleen Slemmer --uma colega de classe de 19 anos do centro profissionalizante Job Corps de Knoxville-- para uma área arborizada. No local, eles a torturaram e mataram. Após as investigações, Pike e seu namorado confessaram o assassinato e ambos foram condenados por homicídio em primeiro grau.
