Cuba lidera envelhecimento na América Latina
País caribenho possui 26,7% da população com mais de 60 anos

Rolando Calderin, de 65 anos, posa para uma foto em Havana, Cuba
REUTERS/Ricardo Arduengo
Cuba encerrou 2025 com 9.434.593 de habitantes, dos quais 26,7% tinham 60 anos ou mais, de acordo com um relatório do Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI) publicado nesta terça-feira (20/10). Esse dado faz da ilha caribenha o país da América Latina com a maior porcentagem de idosos entre sua população.
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No Brasil, por exemplo, a porcentagem de idosos na população é 16,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, na América Latina, a média da parcela de pessoas com mais de 60 anos na população foi de cerca de 13,4%. No México, esse percentual foi de 12,2% e na Colômbia de 12,6%.
As regiões de Cuba com a parcela maior de idosos entre a população são Villa Clara (centro), com 30,2%, e Havana (oeste), com 29,1%, enquanto os territórios com menor grau de envelhecimento foram Guantánamo (leste), com 23,3%, Santiago de Cuba (leste) e Artemisa (oeste), com 24,2% cada uma.
Havana possui 1.673.208 de habitantes, das quais 789.491 são homens e 883.717 mulheres. A predominância feminina se mantém em todas as faixas etárias, especialmente entre os maiores de 60 anos.
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Queda na taxa de fecundidade
Os dados revelam que a capital cubana continua enfrentando um processo acelerado de envelhecimento. Os adultos com 60 anos ou mais somam 486.650 habitantes, o que representa quase um terço da população total. Em contraste, os menores de 14 anos chegam a apenas 251.527, confirmando a baixa natalidade que vem caracterizando a província nos últimos anos.
A população da ilha caribenha atingiu seu pico em 2016, quando chegou a 11.239.224 habitantes. No entanto, ao fim de 2024, esse total havia caído para 9.748.007, e, segundo dados da ONEI, entre 2020 e 2024 o país perdeu cerca de 1,4 milhão de habitantes.
Além disso, os nascimentos ficaram abaixo de 100 mil entre 2020 e 2024, enquanto a taxa de fecundidade foi de 1,29 filho por mulher, o menor índice já registrado na história do país.
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O relatório destaca que, diante do envelhecimento progressivo de sua população, Cuba enfrenta o desafio de "reorientar seu modelo econômico para a sustentabilidade demográfica, promovendo emprego inclusivo, inovação tecnológica e políticas que integrem os idosos à economia".
Uma projeção demográfica apresentada por especialistas da ONEI no início de setembro do ano passado indicou que Cuba alcançará uma taxa de envelhecimento populacional de 36% em 2040. Esse estudo prevê ainda que, em cerca de quinze anos, a população da ilha caribenha terá diminuído para aproximadamente 8,38 milhões de habitantes.
