Desaprovação de Trump chega a 65% e bate recorde, aponta pesquisa
Apoio à atuação na economia cai e guerra com o Irã tem menor aprovação desde início do conflito

A desaprovação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a 65% em pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (24), o maior índice negativo já registrado pelo levantamento em qualquer momento do mandato do republicano.
Continua depois da publicidade
Na sondagem anterior, publicada em 17 de agosto, 64% dos entrevistados desaprovavam o desempenho de Trump, marca que já havia sido observada também nos dias 22 de junho e 27 de abril, segundo o instituto.
A aprovação ao presidente permaneceu em 33%, mesmo patamar da última pesquisa. O resultado igualou o pior índice já registrado no primeiro mandato de Trump, em 12 de dezembro de 2017.
O levantamento ouviu 1.215 adultos em todo os Estados Unidos entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Continua depois da publicidade
Queda no apoio à condução da economia
Questionados sobre a maneira como Trump está lidando com a economia, apenas 26% dos americanos disseram aprovar sua atuação, contra 29% na pesquisa anterior.
Os dados apontam perda de apoio em um dos temas considerados centrais para a administração, já que indicadores econômicos costumam influenciar diretamente a percepção do eleitorado sobre o governo.
Apoio à guerra com o Irã diminui
O levantamento da Reuters/Ipsos também mostra que somente 31% dos entrevistados aprovam a guerra com o Irã, o menor nível desde os primeiros dias do conflito, em fevereiro.
Continua depois da publicidade
Em março, a aprovação à ofensiva militar era de 37%, e no início deste mês havia recuado para 34%, antes de atingir o patamar atual.
De acordo com o instituto, a queda está relacionada principalmente à diminuição do número de republicanos que dizem apoiar a guerra, que passou de 77% em março para 69% na pesquisa mais recente.
Os índices de aprovação e desaprovação sobre a gestão e sobre temas específicos, como economia e política externa, são acompanhados de perto em Washington e servem de termômetro das dificuldades políticas enfrentadas pelo governo.
Continua depois da publicidade
Com informações do Estadão Conteúdo.
