Donald Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia
Anúncio foi feito em publicação na plataforma Truth Social
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste domingo (11), um cessar-fogo energético na guerra entre Rússia e Ucrânia. O anúncio foi feito em publicação na plataforma Truth Social.
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Segundo o republicano, o cessar-fogo tem efeito imediato e ambos os países concordaram com a trégua nos ataques contra a infraestrutura energética um do outro.
“Com efeito imediato, entra em vigor um cessar-fogo energético na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o violem! Agradeço a sua atenção a este assunto”, escreveu o presidente dos Estados Unidos.
Anúncio do acordo acontece horas depois de Volodymyr Zelensky afirmar, em publicação na plataforma X, antigo Twitter, que a Ucrânia estava pronta para parar de atacar as refinarias de petróleo russas se Moscou parasse de atacar a infraestrutura energética de Kiev.
“A verdadeira causa da guerra na Europa é a Rússia e somente a Rússia. É possível parar os ataques contra infraestrutura energética já hoje, mas Putin não quer fazer isso. A Ucrânia estará pronta para parar de atacar refinarias de petróleo russas se a Rússia parar de atacar nossa infraestrutura energética. Qualquer passo de desescalada deve ser recíproco e respaldado por garantias reais”, disse Zelensky.
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Troca de farpas entre Trump e Zelensky
As divergências entre Trump e Zelensky vieram à tona após o ucraniano criticar duramente o acordo entre Washington e Moscou, anunciado na sexta-feira, sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados dos EUA e globais a fim de ajudar a reduzir os preços dos combustíveis.
Trump, neste sábado (10), pediu que a Ucrânia "arranje um novo líder", depois de Zelensky criticar a decisão da Casa Branca de flexibilizar as sanções ao diesel russo – num momento em que o Partido Republicano de Trump se vê sob forte pressão, com a insatisfação dos eleitores com os preços dos combustíveis, antes das eleições de meio de mandato, no próximo mês.
Trump defendeu o pacto, selado após conversa com seu homólogo russo, Vladimir Putin, ao acusar Zelensky de bloquear um acordo com Moscou e de ignorar instruções para não atacar refinarias russas, enquanto Kiev e seus aliados europeus alertavam que aliviar a pressão sobre o Kremlin ajudaria a financiar a guerra.
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Questionado sobre as críticas, Trump disse que Zelensky havia desobedecido ordens suas de não atacar refinarias russas e que isso arriscaria agravar a escassez de combustível, resultante daguerra travada por EUA e Israel contra o Irã. "Eu disse a ele: 'faça o que quiser [mas] não atinja refinarias. Há muitos alvos. Não atinja refinarias'. E ele foi lá e atingiu", afirmou o republicano.
O americano também criticou Zelensky por não realizar eleições desde a invasão russa, em fevereiro de 2022. "Acho que ele deveria realizar eleições; ele poderia ter resolvido essa questão muitas vezes", disse Trump.
Zelensky elevou ainda mais o tom de suas críticas ao associar a decisão dos EUA de suspender as sanções ao diesel russo a um ataque que matou 20 pessoas, incluindo três crianças, na cidade ucraniana de Zaporíjia.
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"Hoje, a Rússia agradeceu pela suspensão das sanções às exportações de diesel lançando cinco bombas planadoras contra prédios residenciais em Zaporíjia", disse Zelenski. "A noite passada trouxe mais uma confirmação de que a Rússia interpreta qualquer alívio na pressão como um sinal de que pode, supostamente, continuar lutando e lançando bombas sobre cidades. São necessários sinais diferentes", instou.
