Drone russo equipado com IA mata três pessoas na Ucrânia
Ataque em Zaporizhzhia marca o primeiro caso documentado em que um equipamento bélico autônomo tomou a decisão de atingir humanos

Um drone russo guiado por inteligência artificial matou três civis em Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, no primeiro caso documentado em que uma arma totalmente autônoma decidiu um ataque com mortes no conflito.
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O equipamento contava com tecnologia desenvolvida pela empresa norte-americana Nvidia. Operadores das forças da Rússia transportaram a aeronave remotamente pilotada até as proximidades da região, mas o sistema de processamento escolheu de forma autônoma o alvo a ser atingido.
A intenção original do drone era colidir contra os tanques de combustível de um posto. O artefato, contudo, bateu na fachada de um edifício residencial antes de alcançar as instalações do estabelecimento e detonou a carga explosiva, deixando três mortos no local.
O componente utilizado pelos militares russos é um microcomputador de inteligência artificial comercializado internacionalmente a partir de US$ 250 (cerca de R$ 1,4 mil). Com essa peça, Moscou busca equipar aeronaves não tripuladas de baixo custo de produção com reconhecimento automático e navegação independente de sinais de satélite.
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Essa estratégia permite que aeronaves não tripuladas continuem operando mesmo sob forte interferência de guerra eletrônica. Assim que o sinal de rádio é bloqueado pelas defesas ucranianas, o circuito interno assume a mira e executa a missão de forma isolada.
A expansão de drones de alta autonomia gera apreensão em todo o continente europeu. Em um período de duas semanas, as autoridades da Alemanha registraram três tentativas de incursão contra o aeroporto de Leipzig, terminal estratégico para o transporte logístico e de cargas militares da Otan.
Em território ucraniano, no entanto, a principal prioridade militar permanece sendo a contenção de mísseis balísticos lançados por forças russas. A proteção depende do envio de baterias e interceptadores Patriot fabricados pelos Estados Unidos.
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Diante do estoque reduzido de mísseis de defesa, líderes europeus articulam ações diplomáticas conjuntas. O Reino Unido pretende aproveitar a próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para pressionar Donald Trump a ampliar a assistência bélica e garantir novos sistemas de defesa antiaérea aos ucranianos.
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