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Eleições em Israel: boca de urna indica vantagem da oposição; confira

Votação desta terça-feira registra comparecimento recorde

3 min

27/10/2026 19:55 • Atualizado há 1 hora

Eleições em Israel: boca de urna indica vantagem da oposição; confira

Eleições em Israel

REUTERS/Eva

Os israelenses foram às urnas nesta terça-feira (27) para eleger a nova composição do Parlamento e definir quem chefia o governo nacional. Esta é a primeira eleição geral realizada no país desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 e as ofensivas militares israelenses na Faixa de Gaza.

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As seções de votação em Israel fecharam às 17h, pelo horário de Brasília, com comparecimento superior a 77% dos eleitores habilitados. A taxa marca a maior participação popular nas urnas desde o pleito de 1999.

A apuração oficial dos votos segue em andamento pelos órgãos eleitorais do país. Pesquisas de boca de urna, no entanto, apontam vantagem numérica para os partidos de oposição a Benjamin Netanyahu.

Projeções desenham impasse para maioria parlamentar

O sistema político israelense determina que uma coalizão precisa conquistar pelo menos 61 das 120 cadeiras do Parlamento para governar. Até o momento, as estimativas divulgadas pela imprensa local indicam um cenário de indefinição política.

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A aliança em torno do partido Yashar, liderada pelo general Gadi Eisenkot, projeta a conquista de 52 assentos no Parlamento. Por outro lado, o bloco do Likud, partido do atual chefe de governo, soma estimativa de 50 cadeiras.

A ausência de maioria de um dos lados exige alianças formais com siglas menores para consolidar o comando do Executivo. Se nenhum dos blocos fechar acordo para obter ao menos 61 assentos parlamentares, Benjamin Netanyahu pode permanecer como interino até a convocação de uma nova votação.

O quadro abre a possibilidade de um prolongado período de negociações e disputas para a formalização do poder em Israel. A divisão partidária mantém o país em compasso de espera quanto aos rumos de sua política interna e externa.

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Tensão e histórico de pressão política

O dia de votação transcorreu de forma pacífica na maior parte do território israelense. Um episódio violento, contudo, interrompeu a tranquilidade no sul do país. Em um colégio eleitoral localizado dentro de uma escola da região sul, eleitores de legendas rivais entraram em confronto físico. Um homem perdeu a consciência durante a briga generalizada, e quatro pessoas foram presas pelas forças policiais.

A eleição ocorre em meio ao desgaste sobre a atuação do governo na proteção às fronteiras e à população. Grupos oposicionistas cobram respostas de Benjamin Netanyahu diante das falhas de segurança no episódio de outubro de 2023.

A pressão contra o premiê aumentou com a divulgação de denúncias no livro "Sequestrados: 843 Dias de Abandono", escrito por jornalistas investigativos. A publicação sustenta que Netanyahu havia recebido avisos sobre os planos de ação do grupo extremista antes dos atentados, mas optou pela inação.

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O encerramento da apuração oficial nos próximos dias definirá a composição exata das cadeiras e o início das conversas partidárias para a formação do novo gabinete de governo em Israel.

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