Eleições nos EUA trazem surpresas e quebram jejuns republicanos históricos
Democratas surpreendem no Texas após 3 décadas e miram quebra de jejum de 94 anos no Kansas pelo Senado
A contagem de votos das eleições legislativas de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos começou a desenhar um quadro de reviravoltas expressivas no mapa político norte-americano. Com disputas voto a voto pelo controle do Congresso, candidatos democratas despontam na frente e quebram hegemonias de várias décadas em redutos considerados inexpugnáveis do Partido Republicano.
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O pleito renova integralmente as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e coloca em disputa 35 dos 100 assentos do Senado. Para assegurar a maioria na câmara alta, os democratas necessitam de ao menos 51 vagas, enquanto os republicanos garantem a liderança com 50, beneficiados pelo voto de desempate do vice-presidente JD Vance.
Viradas no Texas, Kansas e Alasca
Entre as projeções que mais surpreendem os analistas políticos, destacam-se estados historicamente fiéis à ala conservadora:
- Texas: Sem eleger senadores democratas há mais de três décadas, o estado vê a liderança da oposição. Estimativas do jornal The New York Times projetam a vitória do candidato democrata com 62% dos votos.
- Kansas: Apontado como a surpresa mais emblemática da rodada, o estado pode encerrar um tabu de 94 anos sem vitórias democratas para o Senado.
- Alasca: Outro tradicional reduto republicano em que a projeção aponta triunfo democrata, marcando 53% das intenções nas urnas apuradas.
Primeiras viradas confirmadas nas Carolinas
A contagem oficial também já registrou confirmações matemáticas de mudança de comando partidário. Na Carolina do Norte, com mais de 90% das seções apuradas e sem margem para reversão, a vitória democrata foi sacramentada, tomando uma vaga que pertencia aos republicanos. Quadro semelhante consolidou-se na Carolina do Sul, onde a oposição igualmente impôs derrota aos governistas.
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A definição total da composição do Congresso ainda depende do avanço da apuração nas costas Oeste e em fusos horários distintos. Caso as viradas democratas se confirmem em escala nacional, o presidente Donald Trump enfrentará barreiras legislativas diretas em sua governabilidade, gerando desdobramentos diplomáticos e econômicos imediatos para os mercados globais e para o Brasil.
