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Entenda o tamanho da derrota de Trump para os Republicanos no Congresso

Democratas conquistam maioria no Senado e na Câmara durante eleições de meio de mandato

3 min

04/11/2026 19:37 • Atualizado há 2 horas

Entenda o tamanho da derrota de Trump para os Republicanos no Congresso

Entenda o tamanho da derrota de Trump para republicanos no Congresso

REUTERS/Umit Bektas

O Partido Republicano, liderado pelo presidente Donald Trump, sofreu uma derrota expressiva nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. Com a apuração ainda em andamento em alguns estados, as projeções confirmam a perda do controle republicano tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

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O avanço democrata na disputa ganhou o apelido de "tsunami azul", cor tradicional da legenda de oposição. O resultado impõe um novo equilíbrio de forças em Washington e altera o cenário político para a segunda metade do mandato presidencial.

O avanço democrata no Congresso americano

No Senado, que possui 100 cadeiras no total, os democratas asseguraram 54 assentos, contra 44 dos republicanos até o momento. A vantagem de dez vagas garante à oposição a condução da Casa Alta.

Na Câmara dos Deputados, a margem favorável à oposição é ainda mais ampla. De acordo com os dados apresentados no Jornal da Band, as projeções apontam 237 deputados democratas eleitos frente a 139 republicanos, dentro do colégio de 435 parlamentares.

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Com a dupla maioria, o Partido Democrata assume o comando das comissões temáticas. Os parlamentares de oposição ganham também o poder de pautar projetos de lei e fiscalizar diretamente os atos da Casa Branca.

Trump reconhece revés e aponta causas econômicas

Direto de Nova York, o repórter Eduardo Barão informa que Donald Trump admitiu a força dos adversários e declarou que vai respeitar o resultado das urnas. O chefe de Estado, contudo, transferiu a responsabilidade do revés para membros de sua própria agremiação partidária.

Trump declarou que o desfecho eleitoral teria sido diferente se o próprio nome constasse nas cédulas de votação. Ele assinalou disposição para dialogar com a oposição em tópicos como reforma tributária, imigração e financiamento de obras. Apesar de aceitar negociações pontuais, o republicano estabeleceu limites claros para o diálogo bipartidário. Ele afirmou que não haverá concessões em matérias ligadas a gênero.

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Ao avaliar as motivações do eleitorado, Trump reconheceu que fatores econômicos influenciaram a escolha popular. O encarecimento da gasolina e a elevação generalizada do custo de vida pesaram no bolso das famílias norte-americanas. O mandatário também admitiu que o desgaste decorrente da guerra contra o Irã contribuiu decisivamente para a vitória oposicionista.

Distanciamento na Casa Branca e eleições de 2028

O impacto do conflito militar contra os iranianos já havia sido apontado pelo vice-presidente J.D. Vance como o elemento central da derrota nas urnas.

Vance elaborou uma lista com quatro pontos prioritários de correção de rumo para o país. Entre as metas, incluiu o combate à carestia, a defesa do lema de colocar os Estados Unidos em primeiro lugar e uma revisão na relação com Israel.

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O movimento de Vance sinaliza uma tentativa explícita de distanciamento político da figura de Donald Trump. A iniciativa é interpretada como a largada para pavimentar sua pretensão de disputar as eleições presidenciais norte-americanas de 2028.

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