Epstein e contratos: democratas vão investigar Trump? Especialista explica
Natalia Fingermann aponta que é provável que os democratas fortaleçam investigações contra a família do presidente
A professora de Relações Internacionais da ESPM, Natalia Fingermann, comentou durante entrevista à BandNews TV, nesta quarta-feira (4), sobre o peso da vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato para o governo do presidente Donald Trump, do Partido Republicano.
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Para ela, a derrota do partido significa que Donald Trump vai ter sua família em risco e aponta que é provável que os democratas fortaleçam investigações contra a família do presidente.
“Donald Trump agora vai ter a sua família em risco. É bem provável que os democratas busquem fortalecer investigações contra a família de Donald Trump, resgatem mais uma vez o caso do Jeffrey Epstein e investiguem de maneira contundente tanto Donald Trump como seus familiares e quanto aqueles que tiveram favorecimento em contratos dentro dos Estados Unidos”, disse Natalia.
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“A gente vê que Donald Trump recua em relação à sua postura, que iria declarar a lei marcial, reconhece a vitória democrata porque sabe que a vitória democrata pode representar, sim, um problema para ele e para a sua família em termos de investigações que devem ser levantadas”, acrescentou.
Processo de impeachment
Ao ser questionada sobre uma possibilidade de processo de impeachment contra Donald Trump, a professora da ESPM pontuou que os democratas têm maioria simples para aprovar a medida.
“Não sei se os democratas vão focar no processo de impeachment, porque eles sabem do desgaste que isso pode gerar. Talvez seja mais produtivo focar em investigações pontuais contra a família Trump e em relação ao caso do Jeffrey Epstein, do que abrir um processo de impeachment”, destacou Natalia Fingermann.
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Inviabilizar candidato republicano no futuro
Natalia Fingermann também reforçou que o grande objetivo dos democratas atualmente é inviabilizar um candidato republicano no futuro e garantir a entrega que a população está buscando, citando direitos sociais, possível reforma trabalhista, aumento do salário mínimo e da licença familiar, além de aumento de recursos para saúde.
“Donald Trump fez cortes muito graves na saúde e parte da população tem sentido isso. Acho que é isso que levou à vitória dos democratas em estados que fazia 100 anos que não viam um democrata, como o Kansas, que já fazia quase 100 anos, e o Texas”, pontuou.
Custo de vida
A especialista destaca que Donald Trump assumiu o mandato prometendo paz mundial e melhora na condição de vida da população norte-americana, mas que não entregou nenhum dos dois.
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“Não entregou a paz mundial, muito pelo contrário, a gente vive um cenário de conflito muito maior do que quando ele estava no seu mandato, e esse cenário de conflito, principalmente no Oriente Médio, com a guerra do Irã, fez com que a população norte-americana sofresse tanto pela perda de direitos que ela teve, então o Estado entregando menos, quanto pelo aumento do custo de vida, uma população podendo consumir menos”, disse.
“E o que foi mais impactado no caso dos Estados Unidos é a questão do acesso ao petróleo. A população norte-americana é muito dependente do carro a combustão, então ela gasta muito em gasolina e diesel também, toda a malha rodoviária dos Estados Unidos é a base de diesel. Isso gerou um encarecimento no valor desses combustíveis e isso vai acarretar logicamente em uma inflação em alimentos e em outros itens que são necessários para a população”.
Relação Brasil-Estados Unidos
Ao ser questionada sobre a relação entre Brasil e os Estados Unidos, a professora de Relações Internacionais da ESPM afirmou que vai ter uma relação melhor.
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“A recuada que o governo Donald Trump fez, de não declarar claramente uma posição nas eleições do Brasil, não dando apoio direto a Flávio Bolsonaro, deixando em aberto, já indica que ele sabia que tinha essa possibilidade de ter uma grande onda azul e que poderia gerar desconfortos para ele”, reforçou.
Deportação de Flávio Bolsonaro?
Para Natalia Fingermann, a relação entre os países não deve influenciar “em qualquer sentido” a deportação de Flávio Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos após ser derrotado na eleição presidencial brasileira.
“Isso é uma decisão do Departamento de Estado norte-americano, não é uma decisão do Congresso, mas é lógico que, esse é um tema que eu acho que não deve nem entrar na agenda de imediato, mas é lógico que tanto o Flávio, quanto o seu irmão, o Eduardo Bolsonaro, ficam numa situação muito mais desconfortável”.
