Internacional

EUA concluem nova onda de ataque e dizem que Irã não controla Ormuz

Ofensiva atingiu dezenas de alvos e teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações no Estreito de Ormuz

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13/07/2026 07:26 • Atualizado há 104 dias

EUA concluem nova onda de ataque e dizem que Irã não controla Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou no fim da noite deste domingo (12) que as forças americanas concluíram uma nova onda de ataques contra o Irã. A ofensiva atingiu dezenas de alvos e teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações no Estreito de Ormuz.

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O Centcom afirmou que o Estreito de Ormuz é um "corredor marítimo vital" para o comércio global e que o Irã não o controla.

"As forças do Centcom atacaram sistemas iranianos de defesa aérea militar, instalações de radar costeiro, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, utilizando caças, navios da Marinha, drones aéreos de ataque unidirecional e - pela primeira vez - drones marítimos de ataque unidirecional", diz a nota publicada pelo comando americano.

"As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça assegurada para o transporte marítimo comercial, apesar da contínua agressão injustificada, do assédio, das ameaças e das declarações arbitrárias por parte do Irã", afirma o comunicado.

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ONU pede fim dos ataques entre EUA e Irã

Diante da escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou preocupação neste domingo (12) e defendeu que as ofensivas sejam cessadas.

Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que os ataques iranianos a bases militares norte-americanas "constituem um exercício legítimo e legal de seu direito inerente à autodefesa sob o direito internacional".

Os dois se manifestaram pelo X (antigo Twitter) na tarde deste domingo. Guterres afirmou que "um retorno a hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas — para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global", e pediu que os dois países retomem as negociações.

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Já Baghaei sustentou que o Irã não ataca e que os bombardeios recentes são uma "continuação de um ato de agressão flagrante e não provocado iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel".

*Com Estadão Conteúdo.

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