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Internacional

EUA destinam US$ 1 mi a projeto que contesta atuação do STF, diz jornal

Projeto destinado ao Brasil prevê apoio a grupos que se opõem ao que consideram abuso de poder judicial e censura

2 min

01/10/2026 07:26 • Atualizado há 23 dias

EUA destinam US$ 1 mi a projeto que contesta atuação do STF, diz jornal

Win McNamee/Pool via REUTERS

O governo de Donald Trump destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) para financiar grupos da sociedade civil em uma campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada nesta quarta-feira (30) pelo jornal britânico The Guardian, que teve acesso a documentos do governo norte-americano.

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O projeto voltado ao Brasil, intitulado Countering Lawfare and Censorship in Brazil ("Combatendo o Lawfare e a Censura no Brasil"), prevê apoio a grupos que se opõem ao que consideram abuso de poder judicial e censura.

A verba faz parte de um pacote de US$ 176,9 milhões liberado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos a partir do Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF, na sigla em inglês), direcionado a causas conservadoras e de extrema-direita em diversos países.

Segundo o The Guardian, um assessor parlamentar afirmou que a senadora Jeanne Shaheen havia mantido bloqueios em US$ 22 milhões em verbas destinadas a projetos focados no Brasil, África do Sul, Nigéria e na promoção de uma ideologia de direita no Reino Unido e na Europa. No entanto, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assinou um memorando para desconsiderar os bloqueios e liberar os fundos.

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Abin alertou para 'risco de interferência' dos EUA nas eleições

Um relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou risco crítico de interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026.

A apuração indica uma escalada da pressão do governo norte-americano sobre o Brasil, em meio a sanções financeiras e comerciais direcionadas a cidadãos e empresas brasileiras.

Segundo o documento, a gestão de Donald Trump busca reafirmar sua hegemonia na América Latina e conter a presença de potências rivais, como a China. Nesse cenário, o Brasil tornou-se alvo central por manter autonomia estratégica e disposição política para defender seus próprios interesses.

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O objetivo das pressões americanas seria afastar nações latino-americanas de parcerias com Pequim e apoiar o fortalecimento de lideranças conservadoras na região.