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Internacional

França registra primeiro caso humano de vírus Shamonda; paciente morre

Homem estava internado em Lyon e tinha comprometimento grave do sistema imunológico

3 min

22/10/2026 14:01 • Atualizado há 5 horas

França registra primeiro caso humano de vírus Shamonda; paciente morre

REUTERS/Evelyn Hockstein

As autoridades francesas anunciaram nesta quinta-feira (22) a identificação do primeiro caso documentado de infecção pelo vírus Shamonda em um ser humano. O paciente, que estava internado em Lyon para tratar uma doença grave e apresentava comprometimento severo do sistema imunológico, morreu no início de outubro.

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A origem da infecção e a relação entre o vírus e a morte ainda são investigadas. Segundo as autoridades, os exames e as análises epidemiológicas continuam em andamento. Até o momento, não foi identificado risco sanitário para a população em geral, considerando os conhecimentos disponíveis sobre o agente infeccioso.

Como o paciente pode ter contraído o vírus

A hipótese considerada pelas autoridades é que a infecção tenha ocorrido por meio da picada de um inseto do gênero Culicoides. Esses pequenos insetos picadores transmitem o vírus entre animais. A suspeita leva em conta a circulação do Shamonda em rebanhos no leste da França durante a primavera e o verão de 2026.

As investigações também apontam que as complicações cerebrais apresentadas pelo paciente antes da morte provavelmente estavam relacionadas à infecção. Ainda assim, as autoridades continuam apurando se o vírus provocou ou contribuiu para o desfecho.

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O caso é considerado excepcional porque, apesar da circulação do Shamonda entre animais há décadas, não havia registros documentados de infecção humana. O paciente apresentava imunodepressão grave, condição que compromete as defesas do organismo.

O que é o vírus Shamonda

O Shamonda é um vírus do gênero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez na Nigéria, em meados da década de 1960. Antes do registro na França, havia sido detectado esporadicamente em animais, principalmente bovinos, em regiões da África e também no Japão.

O agente é transmitido entre animais por insetos do gênero Culicoides. Nos rebanhos, a infecção pode estar associada a sinais como febre, diarreia, apatia e redução da produção de leite. Também foram identificados casos esporádicos em pequenos ruminantes e equídeos na França.

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Na Europa, o vírus foi detectado pela primeira vez em animais de criação durante o verão de 2026. Desde então, registros foram feitos em diferentes países europeus. Até o caso francês, não havia confirmação documentada de infecção em seres humanos.

Existe risco para a população?

De acordo com as autoridades francesas, não há, neste momento, risco sanitário identificado para a população em geral. A avaliação considera as informações disponíveis sobre o vírus e o caráter excepcional do caso registrado em uma pessoa com imunidade severamente comprometida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) foram informados sobre a ocorrência. O ECDC acompanha o caso em contato com as autoridades francesas e outros parceiros europeus para avaliar possíveis implicações para a saúde pública.

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As investigações clínicas, laboratoriais e epidemiológicas continuam. Entre os pontos a esclarecer estão a forma de transmissão da infecção e a participação do vírus nas complicações que antecederam a morte do paciente.

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