Governo da Rússia lança aplicativo e gera alerta de espionagem
O governo da Rússia promove um novo aplicativo de mensagens chamado Max, apresentado como uma alternativa nacional ao WhatsApp e ao Telegram. A ferramenta tem
O governo da Rússia promove um novo aplicativo de mensagens chamado Max, apresentado como uma alternativa nacional ao WhatsApp e ao Telegram. A ferramenta tem recebido fortes investimentos estatais em meio ao banimento de plataformas concorrentes no país.
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A expansão do aplicativo ocorre no mesmo período em que o governo de Vladimir Putin amplia o controle sobre a vida digital dos cidadãos. Enquanto refinarias de petróleo sofrem ataques e a tensão do conflito com a Ucrânia se desloca para o território russo, o monitoramento tecnológico ganha força.
Investigação aponta riscos de segurança
Uma investigação independente realizada pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, aponta que o superaplicativo passou a ser utilizado para espionar a população. O estudo detalha que o software consegue acessar mensagens de texto enviadas e recebidas pelos usuários, além de se passar por pessoas sem o consentimento delas.
Em um cenário mais grave, o sistema tem capacidade para lançar ataques cibernéticos. A ampliação do Max inclui o oferecimento de pagamentos, a concentração de dados bancários e o acesso a serviços públicos, centralizando as informações pessoais dos usuários sob o controle estatal.
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Eleições na Rússia sem a oposição
A poluição digital e o cerco tecnológico ocorrem paralelamente à realização das eleições parlamentares na Rússia. O pleito para escolher os novos integrantes da Duma, a câmara baixa do parlamento, marca a primeira votação desde o início da invasão da Ucrânia.
O partido Rússia Unida, liderado por Vladimir Putin, domina o parlamento há 23 anos e deve manter a maioria. O Iabloko, único partido liberal que se opunha abertamente à guerra, foi impedido de participar da disputa eleitoral.
