Internacional

Guerra de drones altera táticas militares e defesas no mundo

Armamentos de baixo custo e grande alcance transformam conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio, forçando potências a rever estoques

2 min

23/08/2026 06:30 • Atualizado há 63 dias

Guerra de drones altera táticas militares e defesas no mundo

O uso massivo de drones militares transforma as estratégias de combate e os sistemas de defesa antiaérea em conflitos armados pelo mundo. Armamentos aéreos não tripulados e de baixo custo de produção impõem desafios táticos sem precedentes a exércitos no Leste Europeu e no Oriente Médio.

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A proliferação dessas aeronaves força governos e indústrias bélicas a desenvolverem barreiras físicas de contenção e a reestruturarem arsenais militares históricos. Estruturas industriais e vias terrestres de transporte passaram a ser protegidas por redes e grades metálicas contra impactos diretos.

Barreiras físicas e impacto de ataques no Leste Europeu

Instalações estratégicas e áreas civis adotam medidas de proteção física para conter ataques com drones suicidas. Nos Emirados Árabes Unidos, tanques de armazenamento de petróleo contam com grades metálicas de proteção.

Na Ucrânia, ruas e rodovias utilizam redes suspensas para interceptar equipamentos aéreos de pequeno porte. Apenas na última semana, as forças militares russas lançaram mais de 1.500 drones contra alvos em território ucraniano.

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Na cidade de Kryvyi Rih, município natal do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, uma incursão aérea recente com drones deixou 16 mortos e mais de 130 feridos, incluindo 22 crianças. Outros ataques russos causaram a morte de seis pessoas na Ucrânia, enquanto bombardeios de drones ucranianos deixaram duas crianças mortas na Rússia.

Disparidade de custos e revisão de arsenais bélicos

O impacto financeiro das aeronaves remotas altera o planejamento militar do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Conforme apuração de Pedro Paiva no Jornal da Band, o Pentágono estuda a substituição gradual de armamentos pesados por estoques elevados de drones pequenos e baratos.

O modelo de fabricação iraniana Shahed, utilizado com frequência em teatros de guerra, apresenta custo unitário estimado entre 20 mil e 50 mil dólares. O Irã lançou mais de 1.000 unidades dessas aeronaves para pressionar a navegação comercial e obter controle estratégico no Estreito de Ormuz.

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Em contrapartida, cada disparo do míssil interceptor norte-americano Patriot custa aproximadamente 4 milhões de dólares aos cofres públicos. O valor representa uma diferença de até 115 vezes em relação ao custo das aeronaves abatidas.

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