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Internacional

Hamas acusa Israel de avançar com ocupação e genocídio em Gaza após ataque aéreo

Segundo o Hamas, os números foram repassados por autoridades médicas e pela Defesa Civil local

2 min

03/10/2026 11:19 • Atualizado há 6 horas

Hamas acusa Israel de avançar com ocupação e genocídio em Gaza após ataque aéreo

REUTERS/Dawoud Abu Alkas

O Hamas acusou as forças de defesa de Israel de usar o acordo de cessar-fogo como pretexto para continuar as operações militares na Faixa de Gaza. A declaração ocorreu após um bombardeio atingir um edifício residencial na madrugada deste sábado (3), na Cidade de Gaza.

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Em comunicado divulgado no Telegram, o grupo informou que ao menos cinco palestinos morreram e outros seis ficaram feridos. Segundo o Hamas, os números foram repassados por autoridades médicas e pela Defesa Civil local.

O grupo também pediu que os mediadores do acordo e o governo dos Estados Unidos pressionem o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para impedir a continuidade das operações. As acusações de genocídio e ocupação ilegal foram feitas pelo próprio Hamas.

Uma fonte de segurança ouvida pelo jornal The Times of Israel afirmou que a operação tinha como alvo Ali al-Amoudi, apontado como um dos dirigentes do Hamas na Faixa de Gaza. Ainda segundo a fonte, as forças israelenses avaliavam os resultados da ofensiva, e o nome de al-Amoudi não aparecia entre os mortos contabilizados pelas equipes de resgate locais.

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Cessar-fogo enfrenta impasses sobre desarmamento e retirada de tropas

O acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entrou em vigor em outubro de 2025. Segundo a Reuters, as negociações posteriores ficaram marcadas por divergências sobre o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza.

Israel afirma que o Hamas tem se rearmado e violado os termos da trégua. O grupo nega as acusações e afirma que Israel também vem descumprindo o acordo.

Autoridades de saúde de Gaza afirmaram à Reuters que pelo menos 1,4 mil palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o início do cessar-fogo. Israel afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes no mesmo período.