Houthis reivindicam novo ataque em aeroporto na Arábia Saudita; EUA emitem alerta
Segundo uma publicação dos Houthis no X, o ataque causou danos e interrompeu o tráfego aéreo no terminal

Fumaça e chamas se elevam do Aeroporto Rei Khalid, após os houthis, grupo apoiado pelo Irã , afirmarem ter atacado o aeroporto em Riad, na Arábia Saudita
Mídia Social/via REUTERS
O porta-voz militar dos Houthis, brigadeiro-general Yahya Saree, afirmou nesta quinta-feira (8) que as forças do grupo atingiram com um míssil balístico o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita. Segundo uma publicação dos Houthis no X, o ataque causou danos e interrompeu o tráfego aéreo no terminal.
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Mais cedo, várias explosões foram ouvidas em Riad. Até o momento, a causa não havia sido esclarecida. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que dois mísseis balísticos lançados contra Riad foram interceptados.
Após os ataques, a missão dos Estados Unidos na Arábia Saudita pediu que cidadãos americanos no país mantenham vigilância reforçada. O governo americano também informou que funcionários dos EUA que trabalham na Arábia Saudita precisam de autorização especial para utilizar o Aeroporto Internacional Rei Khalid.
Apoiados pelo Irã, os Houthis têm reivindicado nos últimos dias uma série de ataques contra aeroportos, instalações militares e estruturas petrolíferas na Arábia Saudita. Os ataques também provocaram impacto nos mercados financeiros, com alta nos preços do petróleo bruto.
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Ataques anteriores deixaram três mortos
Os ataques contra os aeroportos de Abha e Rei Khalid ocorreram entre terça e quarta-feira (7), segundo autoridades sauditas. Em Abha, duas pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas. Em Riad, um cidadão sudanês morreu e oito pessoas ficaram feridas.
Os Houthis reivindicaram as ações e afirmaram ter utilizado mísseis e drones. As autoridades sauditas, porém, não atribuíram oficialmente os ataques ao grupo.
A escalada ocorre em meio à retomada dos combates entre os Houthis e forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita, após um período de relativa trégua no conflito.
