Irã diz que EUA respondeu proposta para encerrar guerra e não revela detalhes
Chanceler também apresentou ao gabinete as condições discutidas pelo Irã para uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz.

A member of the Iraqi security forces walks past a display of an Iraqi flag as people celebrate the withdrawal of US-led coalition forces from Iraq, ending a military presence that began after the 2003 US-led invasion, in Baghdad, Iraq, September 30, 2026. REUTERS/Thaier Al-Sudani
Thaier Al-Sudani/Reuters
Autoridades iranianas indicaram que receberam uma resposta oficial dos Estados Unidos à mais recente proposta de Teerã para encerrar a guerra que já dura sete meses - oferta que o O governo do Irã informou nesta quarta-feira (30) que recebeu uma resposta oficial dos Estados Unidos à proposta apresentada por Teerã para tentar encerrar a guerra. O conteúdo da resposta não foi divulgado, e as autoridades iranianas também não informaram se a mensagem representa uma rejeição formal. O presidente americano, Donald Trump, havia rejeitado publicamente a proposta dias antes.
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Segundo a agência estatal iraniana IRNA, a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou a resposta americana ao presidente Masoud Pezeshkian durante uma reunião do gabinete. Pezeshkian declarou que o Irã fará "todo esforço" para chegar a um acordo, mas defendeu que qualquer entendimento seja baseado em uma estratégia de "ganha-ganha" e preserve os "direitos do povo iraniano".
Araghchi retornou ao Irã após participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde manteve conversas indiretas com autoridades americanas e encontros com mediadores do Catar e do Paquistão. O chanceler também apresentou ao gabinete as condições discutidas pelo Irã para uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz.
Irã propôs reabrir Estreito de Ormuz
Na semana passada, Araghchi afirmou que o Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz em até uma semana caso os Estados Unidos suspendessem o bloqueio aos portos iranianos, liberassem ativos do país congelados no exterior e concedessem isenções de sanções para as vendas de petróleo, entre outras condições. A proposta também previa a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano.
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Trump rejeitou a proposta dias depois. O presidente americano afirmou que o Irã estaria buscando um acordo por estar "perdendo muito" e declarou que a oferta "não seria aceitável". Apesar da rejeição pública, mediadores do Catar e do Paquistão continuaram trabalhando para tentar aproximar os dois governos e discutir uma saída para o conflito e a reabertura do corredor marítimo.
EUA impõem novas sanções ao Irã
No mesmo contexto, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na terça-feira (29) novas sanções contra pessoas e empresas no Irã, em Hong Kong e no Paquistão. Segundo o governo americano, os alvos atuavam como facilitadores financeiros da cadeia de suprimentos militares iraniana.
A medida faz parte da campanha do governo Trump chamada Operação Pária Econômico, que tem como objetivo cortar o que Washington descreve como "linhas financeiras vitais" do Irã.
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Também houve tensão em torno da permanência da delegação iraniana em Nova York. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, determinou que Araghchi e os integrantes da delegação deixassem os Estados Unidos antes do previsto, segundo autoridades americanas ouvidas pela Associated Press. A versão apresentada por funcionários americanos é que Rubio ficou insatisfeito com o pouco avanço nas negociações e determinou a saída da delegação.
A missão do Irã na ONU, porém, negou que tenha recebido uma ordem para deixar Nova York. Em publicação na rede X, afirmou que a delegação saiu da cidade na noite de segunda-feira, conforme um cronograma informado previamente ao Departamento de Estado americano em 17 de setembro, e classificou as informações divulgadas por Washington como "infundadas".
