Israel investiga suspeita de atentado terrorista após ataque a faca em voo
Aeronave que ia de Dubai a Tel Aviv teve de ser desviada após copiloto esfaquear o piloto em pleno voo
Um voo comercial que partiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv, em Israel, viveu momentos de pânico no ar após o copiloto agredir o comandante a facadas. O incidente provocou o desvio da rota original e culminou em um pouso de emergência no noroeste da Arábia Saudita. O governo israelense investiga a hipótese de um atentado terrorista.
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De acordo com as informações apuradas, o ataque ocorreu cerca de duas horas após a decolagem. Durante a luta na cabine de comando, a aeronave perdeu altitude abruptamente, despencando cerca de 5.000 metros em apenas 30 segundos.
Diante do descontrole e da gravidade da situação, a tripulação pediu auxílio aos passageiros para invadir a cabine e conter o agressor. Com a ajuda de passageiros — entre eles um bancário e um dentista, o copiloto foi imobilizado. O piloto principal sofreu ferimentos graves, mas sobreviveu.
Atuação decisiva de passageiros e pilotos fora de serviço
A tragédia só não se consumou devido a presenças estratégicas a bordo. A aeronave transportava mais de 170 passageiros, incluindo mais de 100 cidadãos israelenses e 27 crianças. Entre os viajantes estavam dois pilotos da companhia aérea que viajavam fora de serviço (off-duty). Eles assumiram os controles após o piloto ferido ser retirado da cabine e conseguiram realizar o pouso de emergência em solo saudita.
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Durante o pânico no espaço aéreo, autoridades acionaram diferentes alertas de emergência e sequestro, chegando a mobilizar caças em Israel devido à proximidade do avião com o espaço aéreo do país.
Suspeita de atentado e investigações
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o episódio é tratado como uma provável ação terrorista. O suspeito, de nacionalidade omanense e contratado recentemente pela companhia aérea, foi detido e passa por interrogatório das autoridades para apurar se agiu sozinho ou a mando de grupos extremistas.
Após o susto e a autorização para prosseguir viagem, os passageiros desembarcaram com alívio no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, onde foram recebidos por familiares.
