Ladrões levam obras de Renoir de museu no sul da França
Autores do crime roubam quatro pinturas, mas acabam abandonando duas na fuga, em nova investida contra objetos valiosos expostos em museus do país.

Ladrões roubaram nesta terça-feira (8) quatro quadros do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir de um pequeno museu na Riviera Francesa, mas abandonaram duas delas na fuga, disseram autoridades locais.
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O roubo ocorreu num museuinstalado numa mansão situada nas colinas de Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, no sudeste da França, onde Renoir (1841-1919) viveu seus últimos anos.
A ação aconteceu pouco antes das 6h (horário local). Os autores do crime parecem ter aproveitado uma troca de turno para escapar à vigilância dos guardas, o que sugere que haviam escolhido especificamente aquele momento.
Segundo o prefeito local, a ação durou menos de cinco minutos. Ele relatou que os ladrões se assustaram com o alarme do museu e as sirenes da polícia e fugiram antes da chegada dos policiais.
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Quatro obras roubadas
O prefeito disse que o grupo parecia estar bem equipado e bem informado. "Eles tinham uma serra para metal e cortaram os suportes que mantinham as molduras das obras de Renoir", detalhou. Imagens de câmeras de monitoramento mostram a presença de dois indivíduos no interior do museu.
Nada menos que quatro obras foram roubadas do conjunto de 12 pinturas originais do Museu Renoir: Retrato de Madame Stephen Pichon, Madame Colonna Romano, Coco lendo e uma obra inacabada, Jovem mulher junto ao poço.
A primeira delas não foi levada para muito longe: ela foi encontrada no jardim que cerca o museu. Mais tarde, ainda pela manhã, surgiu uma boa notícia: os ladrões haviam deixado para trás uma segunda pintura. Tratava-se de Coco lendo, um retrato mundialmente famoso do filho de Renoir.
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Pintores no sul da França
Além do mobiliário original, o museu em Cagnes-sur-Mer, criado em 1960, expõe objetos que pertenceram a Renoir, incluindo seu cavalete e sua cadeira de rodas, bem como cerca de uma dúzia de pinturas originais, entre retratos, paisagens e nus, de acordo com o site do museu.
Atraídos pela luz, pelas paisagens e pela suavidade do clima mediterrâneo, diversos grandes artistas se estabeleceram no sul da França desde o final do século 19, encontrando ali inspiração. Entre eles estão Henri Matisse e Marc Chagall, em Nice, e Pablo Picasso, em Antibes e Vallauris.
Segurança em museus
O roubo em Cagnes-sur-Mer ocorreu quase um ano depois de uma ação semelhante no Museu do Louvre, no centro de Paris.
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Em poucos minutos, oito joias da Coroa da França desapareceram, incluindo o diadema da Imperatriz Eugênia, recuperado mais tarde bastante danificado. O prejuízo foi estimado em 88 milhões de euros, segundo o Louvre.
Depois disso, o Ministério da Cultura francês transformou a segurança dos museus numa prioridade. No final de julho, um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix – datado da época celta e enterrado há 2500 anos na Borgonha, no leste de França – foi roubado em plena manhã de um museu em Châtillon-sur-Seine, local que já tinha sido alvo de duas tentativas de roubo.
No início de julho, a norte de Estrasburgo (leste), ladrões levaram também peças de joalharia do Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder. O prejuízo estimado foi superior a 4,5 milhões de euros.
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Num plano de 33 medidas divulgado em julho, o Ministério da Cultura recomendou, entre outras ações, a retirada temporária de determinadas peças das exposições dos museus. O objetivo é "guardar, em locais adequados os objetos mais vulneráveis, enquanto se aguarda o reforço da segurança", explicou o ministério.
as/md (AFP, EFE, AP)
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