Internacional

Líder de seita no Quênia é condenado a 200 anos por matar 190 crianças de fome

Homem teria ordenado que fiéis passassem fome para chegar ao céu antes do fim do mundo; outros 28 são condenados

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07/11/2026 16:49 • Atualizado há 56 min

Líder de seita no Quênia é condenado a 200 anos por matar 190 crianças de fome

Líder de seita no Quênia é condenado a 200 anos por assassinar 190 crianças por fome

REUTERS/Laban Walloga

O líder de uma seita no Quênia foi condenado pelo tribunal do país a 200 anos de prisão nesta sexta-feira (6). Paul Mackenzie é responsável pelo assassinato de 190 crianças por fome, ordenada por ele a fiéis como um meio de chegar ao céu antes do fim do mundo.

Da pena de Mackenzie, 100 anos correspondem a homicídio por meio de privação de alimentação e outros 100 a homicídio direto. De acordo com a agência de notícia Reuters, ao ouvir a sentença lida pela juíza, Mackenzie não demonstrou emoção. Além dele, outras 28 pessoas foram condenadas.

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A promotoria apontou Mackenzie como o líder de uma igreja cristã apocalíptica localizada em uma floresta, ao leste do Quênia, considerada uma das seitas mais letais dos últimos tempos. Ele ordenou que seus discípulos morressem de fome, incluindo os filhos, para que fossem salvos.

O líder também é acusado de ter sido responsável por encomendar a morte de 52 pessoas em uma chacina. Estima-se que, no total, ele fez 500 vítimas.

A juíza Diana Kavedza afirmou que, depois de cooptadas, "as crianças viam seus irmãos morrerem depois de suportar dias de fome". Ela afirma ainda que crianças que roubavam água ou comida "eram espancadas, tinham as mãos amarradas e eram trancadas em casas transformadas em locais de jejum para que morressem."

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Líder de seita e 28 discípulos são condenados

Segundo a Reuters, as vítimas eram obrigadas a obedecer às ordens e eram espancadas ou ameaçadas. Os corpos das foram enterrados em covas rasas em uma floresta e apresentavam sinais de inanição, como magreza extrema.

No tribunal, Mackenzie se declarou inocente das acusações de homicídio e afirmou não ter forçado nenhum seguidor a passar fome. Contudo, os argumentos da defesa foram rejeitados pelo tribunal. Além do líder, 28 discípulos já haviam sido condenadas em outubro a penas que vão de 10 a 160 anos de prisão. A defesa, que também representa os cúmplices, vai recorrer.

Paul Mackenzie ganhou popularidade no YouTube ao transmitir seus sermões e tinha interesse em aproximar, sobretudo, crianças em situação de vulnerabilidade.

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Contudo, os assassinatos foram descobertos em 2023 e causaram comoção nacional. Em abril daquele ano, a polícia começou a encontrar os corpos na floresta de Shakahola. Ao todo, 448 corpos foram encontrados, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia.

Além disso, Mackenzie também é acusado de encomendar a morte de 52 pessoas encontradas em uma aldeia a 30 km de distância de seu tempo. Isso faz o número estimado de vítimas subir para 500. Neste processo, o líder também afirmou ser inocente.