Internacional

Lula defende meio ambiente e ciência na ONU: "Hora de derrotar negacionismo"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a proteção do meio ambiente, a vacinação em massa, a ciência e o combate à desinformação em discurso na

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22/09/2026 12:29 • Atualizado há 4 horas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a proteção do meio ambiente, a vacinação em massa, a ciência e o combate à desinformação em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no qual cobrou maior responsabilidade dos países ricos diante da crise climática e da pandemia de Covid-19.

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Lula vinculou a ofensiva contra o negacionismo científico à memória das vítimas da pandemia e à necessidade de fortalecer o multilateralismo em saúde global. Segundo o presidente, a desinformação e as campanhas contra vacinas colocam em risco conquistas históricas da humanidade.

"Na era da desinformação, os obscurantistas resistem às evidências da ciência. Nunca esqueceremos das milhões de vidas perdidas pelo descaso no enfrentamento da Covid-19. Campanhas contra vacinas estão trazendo de volta doenças que julgávamos erradicadas. Enfraquecer a Organização Mundial da Saúde torna todos mais vulneráveis."

Lula afirmou que a mesma lógica de negação se reproduz na agenda climática, inclusive em fóruns que reúnem as maiores economias do planeta.

"Até por um tempo, a resposta à mudança do clima estava consolidada no centro da agenda internacional. Este ano, o tema desapareceu dos debates do G7, dos debates do G20, fóruns que reúnem os maiores emissores de carbono do mundo. É hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo. A natureza nos recorda a cada dia que o planeta está derretendo. Um super El Niño pode provocar chuvas torrenciais, secas e incêndios florestais em diferentes partes do globo. Seus efeitos golpearão, sobretudo, os mais vulneráveis."

Compromisso ambiental e modelo econômico

Em outro trecho, Lula destacou resultados alcançados pelo Brasil na redução de emissões e do desmatamento, e argumentou que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental.

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"O Brasil vem demonstrando que é possível aliar crescimento econômico com redução de emissões. Conquistamos a nossa autossuficiência em petróleo e seguiremos pesquisando o potencial de novas reservas, como a da margem equatorial. Não renunciaremos à agenda ambiental. Levaremos adiante o mapa do caminho para a descarbonização da economia brasileira. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre, lançado na COP30 em Belém, mostra que é possível mudar antigos paradigmas. A floresta vale mais em pé do que destruída. Continuaremos reduzindo o desmatamento, que caiu pela metade na Amazônia e atingiu o menor nível em 11 anos. Temos autoridade moral para rejeitar medidas protecionistas disfarçadas de apego à causa ambiental. O Brasil é referência mundial em energia verde. Temos os minerais críticos e as terras raras de que o mundo precisa para realizar a transição energética."

Na visão de Lula, a combinação entre proteção da floresta, transição energética e defesa da ciência pode transformar o Brasil em exemplo para outros países, desde que a comunidade internacional assuma compromissos concretos para enfrentar o aquecimento global e novas ameaças sanitárias.