Internacional

Lula é aplaudido 4 vezes durante discurso na ONU; veja os momentos

Petista agradou plateia ao falar de temas como escravidão, defesa ao povo palestino, interferência externa e feminicídio

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22/09/2026 13:19 • Atualizado há 5 horas

Lula é aplaudido 4 vezes durante discurso na ONU; veja os momentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e foi aplaudido quatro vezes durante sua fala que durou pouco mais de 21 minutos. Além dos aplausos protocolares, o petista teve sua apresentação interrompida pela plateia ao falar de temas como escravidão, defesa ao povo palestino, interferência externa e feminicídio.

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Os primeiros aplausos vieram quando Lula citou a escravidão e tráfico de pessoas na África, momento em que lembrava as conquistas da ONU nos últimos anos. "Essa Assembleia corrigiu recentemente distorções históricas. Reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade".

Em outro momento, os aplausos vieram quando Lula criticou a postura de Israel e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no massacre em Gaza, ao citar o documento elaborado por Francesca Albanese, relatora especial da ONU, em que aponta "genocídio do povo palestino".

"Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas. Perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um edifício para que esses crimes fiquem impunes. A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, não pode ser silenciada por dizer a verdade", disse.

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Os aplausos voltaram a ser ouvidos quando Lula defendeu a soberania das nações, criticando as guerras e citando a interferência dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.

"A guerra entre Rússia e Ucrânia se arrasta há cinco anos, em um drama humanitário que continua a ceifar vidas. Todos sabemos que não haverá vencedores no campo de batalha. A diplomacia é a única opção. Iniciativas como o Grupo de Amigos da Paz, criado por Brasil e China, revelam que há forças na comunidade internacional dispostas a trabalhar pelo diálogo. Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo num contexto de recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém", disse.

Por fim, Lula voltou a ouvir aplausos quando abordou o combate ao feminicídio e maior presença feminina no mercado de trabalho. "Estamos construindo um Brasil onde as mulheres não precisam pedir licença para ocupar espaços de poder ou se inserir no mercado de trabalho. Um país livre do feminicídio, onde nenhuma mulher, dentro ou fora de casa, viva sob a ameaça da violência. Essa é uma causa que o mundo todo precisa abraçar".

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