Macron promete medidas após às reivindicações de estudantes
Marselha foi palco de distúrbios em 17 de outubro, quando manifestantes invadiram a prefeitura

REUTERS/Abdul Saboor
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo anunciará medidas para atender às reivindicações de estudantes por mais recursos e melhores condições de aprendizado. A declaração ocorre após semanas de boicotes às aulas, bloqueios de escolas e manifestações que provocaram uma onda de protestos em diferentes regiões do país.
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Durante uma visita a Marselha, no sul da França, Macron disse ter solicitado ao governo uma resposta às demandas dos estudantes. A cidade portuária foi palco de distúrbios em 17 de outubro, quando manifestantes invadiram a prefeitura.
“Pedi ao governo que responda às demandas legítimas que estão na origem deste movimento de protesto”, declarou o presidente. Segundo ele, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e outros integrantes do governo apresentariam “várias medidas importantes e concretas” ainda na tarde desta segunda-feira.
Lecornu e representantes do governo tinham reuniões previstas com estudantes do ensino médio e universitários ao longo do dia. De acordo com a imprensa francesa, uma das medidas esperadas envolve mudanças no Parcoursup, plataforma nacional de admissão em universidades.
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O sistema está entre os principais alvos dos protestos. Estudantes criticam a falta de clareza nos critérios de seleção, as desigualdades no acesso ao ensino superior e as dificuldades para ingressar nos cursos de sua preferência.
Macron e seu governo de centro enfrentam críticas pela demora em responder às reivindicações, apresentadas desde que os bloqueios em escolas de ensino médio começaram, em meados de setembro. A mobilização também resultou em prisões em massa e levantou questionamentos sobre o uso de equipamentos de controle de distúrbios pela polícia.
Segundo relatos, armamentos utilizados pelas forças de segurança causaram ferimentos graves e permanentes em alguns adolescentes.
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Os protestos de 17 de outubro foram motivados pelo aumento do custo de vida e pelas condições precárias nas escolas e terminaram em episódios de violência. No sábado (24), uma nova rodada de manifestações em diferentes partes da França registrou menos confrontos.
