Mulher que sobreviveu a duas injeções letais pode ter dano cerebral
O governo afirmou que seguiu o protocolo estabelecido, sem explicar os motivos da falha
A condenada à morte Christa Pike está internada em um hospital fora da prisão, intubada e inconsciente, após sobreviver a duas aplicações de droga letal no Tennessee. Ela pode ter dano cerebral.
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Advogados de defesa, a Anistia Internacional e bispos do estado pedem a comutação da pena, denunciando crueldade no procedimento.
O caso e a execução no Tennessee
Condenada pelo assassinato de uma colega em 1995, Christa Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Na noite da execução, ela recebeu duas doses do sedativo letal pentobarbital, mas continuou viva.
O governo afirmou que seguiu o protocolo estabelecido, sem explicar os motivos da falha. A detenta apresentou bolhas e queimaduras ao redor do cateter, e médicos alertaram para a possibilidade de danos cerebrais permanentes.
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Situação jurídica e panorama da pena de morte
A chance de um novo julgamento é considerada pequena, pois a condenação já foi mantida em instâncias recursais e na Justiça federal.
A pena de morte é prevista em 27 dos 50 estados norte-americanos, embora quatro tenham suspendido as execuções. Desde 1977, quase 1.700 condenados foram executados no país, sendo mais de um terço apenas no Texas.
