Mulheres, negros, gay e muçulmano: EUA têm feitos inéditos nas midterms
Eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foram marcadas por uma onda de feitos inéditos e históricos em todo o país

Abdul El-Sayed, Keisha Lance Bottoms e Chris Pappas
REUTERS/Brian Snyder/Megan Varner/Kylie Cooper
As eleições de meio de mandato de 2026 nos Estados Unidos foram marcadas por uma onda de feitos inéditos e históricos em todo o país. Nesta terça-feira (3), os eleitores escolheram a primeira governadora negra, a primeira governadora indígena, o primeiro senador muçulmano, a primeira senadora indígena e o primeiro senador assumidamente gay do país. A maioria é democrata.
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No Novo México, a democrata Deb Haaland celebrou seu feito histórico ao se tornar a primeira mulher indígena eleita governadora na história dos Estados Unidos.
A vice-governadora de Minnesota, Peggy Flanagan, cidadã do povo ojíbua, também conhecido como chippewa, se tornou a primeira mulher indígena eleita para o Senado dos Estados Unidos, ajudando os democratas a retomar o controle da câmara alta.
Mary Peltola, que pertence ao povo yup’ik e é democrata, também poderá se tornar a primeira indígena do Alasca eleita para o Senado dos EUA. Os votos na disputa para derrotar o senador republicano Dan Sullivan, que busca a reeleição, ainda estão sendo contabilizados. Peltola protagonizou um feito em 2022, quando se tornou a primeira indígena do Alasca eleita para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
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A democrata Keisha Lance Bottoms foi declarada vencedora na disputa pelo governo da Geórgia, encerrando 250 anos de história sem que uma mulher negra tivesse sido eleita governadora de um estado. A ex-prefeita de Atlanta concorreu contra o republicano Rick Jackson, um empresário bilionário. Ela também será a primeira governadora não branca da Geórgia. Todos os 83 governadores anteriores do estado foram homens brancos.
O médico Abdul El-Sayed será o primeiro muçulmano a servir no Senado dos Estados Unidos, numa disputa acirrada no Michigan.
O deputado democrata Chris Pappas venceu a disputa pelo Senado em New Hampshire e se tornou o primeiro homem assumidamente gay eleito para o Senado americano. Ele derrotou o ex-senador republicano John E. Sununu, que já havia servido tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.
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Pappas não destacou sua orientação sexual durante a campanha. "Não estou concorrendo para fazer história", afirmou. Ainda assim, elogiou o fato de sua orientação sexual não ter sido um tema central entre os eleitores.
O governador de Maryland, Wes Moore, apenas o terceiro governador negro da história do país e o único atualmente no cargo, foi reeleito. Já o republicano Byron Donalds e o democrata David Crowley foram eleitos, respectivamente, os primeiros governadores negros da Flórida e de Wisconsin.
Com a vitória de Bottoms na Geórgia, dois estados do sul serão governados por um líder negro pela primeira vez.
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Latinos, ambos democratas, assumirão o Executivo estadual em dois dos maiores estados do país. Os eleitores do Texas rejeitaram o governador Greg Abbott e escolheram Gina Hinojosa, que se tornará a primeira governadora latina do estado. Na Califórnia, Xavier Becerra, ex-procurador-geral do estado, superou o republicano Steve Hilton. Ele será o primeiro governador latino da Califórnia desde Romualdo Pacheco, em 1875.
