Operação internacional desarticula braço do PCC no Chile com apoio do FBI
As diligências consistiram em batidas simultâneas realizadas em nove presídios e 24 residências

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A Polícia de Investigação do Chile (PDI), com o apoio do Departamento Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), do FBI e da Polícia Federal brasileira, deflagrou a Operação Sintonia 1533. A ação desarticulou uma célula da maior organização criminosa do Brasil, o PCC, no país vizinho.
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As diligências consistiram em batidas simultâneas realizadas em nove presídios e 24 residências distribuídas por três regiões diferentes do território chileno.
Prisões e apreensões
Ao todo, 20 pessoas foram capturadas durante a operação internacional. Desse total, 13 suspeitos já cumpriam pena em estabelecimentos prisionais, cinco estavam em regime de prisão domiciliar e dois foram detidos em flagrante.
As autoridades apreenderam cocaína e armas de fogo de alto calibre com os alvos. A investigação ganhou intensidade após o assassinato do policial Alejandro Ortiz Vásquez, ocorrido no mês passado. Francisco Rivera Galaz, apontado como integrante estrutural da facção e que estava foragido, foi localizado e preso.
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Expansão global e lavagem de dinheiro
As investigações conduzidas pelas forças de segurança confirmam que a facção paulista atua tanto dentro quanto fora dos presídios chilenos. O avanço do grupo na América do Sul reflete uma estratégia de expansão internacional, deixando o varejo menor para se consolidar como uma máfia global do narcotráfico.
A atuação criminosa se estende para outros continentes. Na Europa, faccionados utilizam países como Portugal para estreitar laços com máfias internacionais, como a 'Ndrangheta italiana e a Máfia dos Balcãs.
Em Cascais, região próxima a Lisboa, a polícia portuguesa prendeu Ygor Daniel Zago, conhecido como Hulk. O alvo era procurado no Brasil por envolvimento na Operação Boyle da Polícia Federal e atuava no esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.
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Segundo o promotor Leonardo Romanelli, do Núcleo de Inteligência do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a expansão ocorreu de forma acelerada nas últimas décadas.
"Em 2019, um dos mais prestigiados institutos do estudo do crime já dizia que o PCC era a segunda facção criminosa da América Latina. De 2019 para os dias atuais, o PCC se expandiu muito em vários países do mundo", afirmou Romanelli.
Relatórios de inteligência financeira apontam que a lavagem de dinheiro do narcotráfico na Europa movimenta cerca de um trilhão de reais. Diante disso, corporações policiais de diversos países e a Polícia Federal intensificaram a cooperação para sufocar o braço financeiro e rastrear o capital ilícito da organização.
