Operação internacional prende recrutadores do PCC na Bolívia
A ação integrada revelou que dois dos suspeitos brasileiros já eram foragidos da Justiça por tráfico de drogas

PCC
Reprodução
Cinco brasileiros e um boliviano foram presos durante uma operação internacional em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, acusados de integrar o esquema de recrutamento de novos membros para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Continua depois da publicidade
A ação integrada revelou que dois dos suspeitos brasileiros já eram foragidos da Justiça por tráfico de drogas, organização criminosa e roubo qualificado.
Dinâmica da abordagem e apreensões
O grupo foi surpreendido por equipes policiais durante uma atividade de patrulhamento de rotina na cidade boliviana. Na ocasião, dois brasileiros tentaram fugir ao perceberem a aproximação das autoridades, mas foram interceptados.
Durante a revista na mochila da dupla, os agentes apreenderam uma arma de fogo e 16 munições. Com base nas informações obtidas na abordagem inicial, a polícia avançou até um condomínio na região, onde localizou documentos brasileiros, mais munições e diversos telefones celulares, totalizando seis prisões efetuadas.
Continua depois da publicidade
A Bolívia como base estratégica do crime organizado
A cidade de Santa Cruz de la Sierra tem funcionado como um reduto estratégico para lideranças da facção criminosa paulista. Utilizando identidades falsas e esquemas sofisticados de segurança, chefes do tráfico internacional coordenam operações a partir do país vizinho.
As autoridades brasileiras identificaram que outros nomes de peso do crime organizado já passaram ou mantêm bases na região. Entre eles estão Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, preso na Bolívia ao tentar renovar documentos falsos; Sergio Luís de Freitas Filho, o Mijão, que reside em condomínios de luxo locais há mais de dez anos; e André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, apontado como um dos foragidos mais procurados do continente.
