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Paraguai articula retorno da Venezuela ao debate do Mercosul

Assunção consultou o Brasil sobre incluir representantes do novo governo venezuelano na cúpula de junho; gesto é visto pelo Planalto como passo importante para reinserção regional de Caracas.

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15/05/2026 15:50 • Atualizado há 171 dias

Paraguai articula retorno da Venezuela ao debate do Mercosul

O Paraguai fez uma consulta reservada ao Brasil sobre a possibilidade de recolocar a Venezuela novamente nas discussões da próxima cúpula do Mercosul, marcada para 30 de junho, em meio à reorganização política no país vizinho após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

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Segundo interlocutores envolvidos nas conversas, a proposta paraguaia não trata, neste momento, de um retorno formal e imediato da Venezuela ao bloco. O país segue suspenso desde 2017 por ruptura da cláusula democrática. A ideia em discussão é criar um gesto político de reaproximação, permitindo que representantes venezuelanos participem do encontro de alguma forma.

Ainda não há definição sobre qual seria o formato dessa participação. Entre as possibilidades avaliadas estão um convite à presidente interina Delcy Rodríguez, a presença de um ministro venezuelano ou até mesmo de um representante diplomático de menor escalão.

A movimentação ganhou força após o novo governo venezuelano comandado por Delcy Rodríguez ampliar canais com os Estados Unidos e obter reconhecimento internacional após a queda de Maduro. O novo cenário passou a ser visto por integrantes do bloco como uma oportunidade para rediscutir o isolamento de Caracas.

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O governo brasileiro sinalizou ao Paraguai que considera importante abrir espaço para esse debate. Integrantes do Itamaraty avaliam que a reinserção gradual da Venezuela em fóruns regionais pode ajudar na estabilização política e econômica do país.

A leitura no Palácio do Planalto é de que manter a Venezuela completamente isolada neste momento poderia aprofundar a crise interna. Por isso, diplomatas brasileiros defendem que qualquer gesto de reaproximação seja tratado como parte de um processo mais amplo de reconstrução institucional.

Em abril, o vice-presidente Geraldo Alckmin já havia indicado publicamente que a situação venezuelana poderia voltar à pauta do bloco ao afirmar que a suspensão deveria ser rediscutida diante do “novo momento” vivido pelo país.

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A expectativa agora é que o tema avance nas conversas diplomáticas nas próximas semanas e entre oficialmente na pauta da cúpula de junho, sob presidência temporária do Paraguai.

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