Internacional

Por que Israel atacou o Líbano? Entenda a escalada do conflito que vem desde os anos 1980

Segundo especialista, ataques israelenses tentam enfraquecer o Hezbollah, especialmente após as ações recentes do Hamas

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23/09/2024 13:43 • Atualizado há 263 dias

Por que Israel atacou o Líbano? Entenda a escalada do conflito que vem desde os anos 1980

O maior interesse de Israel com os bombardeios no Líbano, que deixaram mais de 274 mortos e centenas de feridos, seria enfraquecer o seu principal adversário da região: o Hezbollah. A afirmação é do professor de Relações Internacionais da faculdade Rio Branco Sidney Leite em entrevista ao Band.com.br.

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O especialista destacou que a região sul libanesa é fronteira com o norte de Israel, localização onde atua o braço armado do Hezbollah. As regiões envolvem as cidades Haifa, em Israel, e Beirute, no Líbano.

“O suposto interesse de Israel é enfraquecer aquele que é o seu principal adversário. O Hezbollah é uma ameaça para o estado de Israel e é exatamente na fronteira, onde atua o braço armado do Hezbollah, que periodicamente faze ações contra o território israelense”, explicou.

Reprodução/Google Maps

Reprodução/Google Maps

Para o professor, se o Irã, aliado de Hezbollah, entrasse no conflito, haveria a possibilidade de aumento na escala da tensão.

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"É provável, se isso acontecer, que teremos um movimento maior no jogo de tensões e conflitos que tem se caracterizado naquela região”, completou.

Contexto histórico

As tensões entre os estados existem desde 1982, quando os israelenses invadiram o território libanês para enfrentar os grupos opositores aos cristãos maronitas, que tinham como objetivo implantar um estado muçulmano vizinho de Israel.

Com isso, Israel passou a atuar a favor dos cristãos e com o intuito de enfraquecer as bases da Organização para a Libertação Palestina, que estavam sediadas no Líbano. Segundo o professor, ocorreu um “massacre feito pelos cristãos maronitas, com conveniência do exército israelense, agravando os conflitos na região”.

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Esse conflito nunca deixou de existir. Desde 1982, o estado de tensão é permanente, aumentando a escala de outubro de 2023 até então, em função da ação do Hamas em Israel e do contra-ataque israelense.

A tensão aumentou nos últimos dias, em especial, por conta da explosão de pagers em território Libanês. Os dispositivos atingiram alvos do Hezbollah, mas também da população civil.