Protesto reúne milhares em Madri contra gestão de crise em Ceuta
Manifestantes acusam governo de Pedro Sánchez de não proteger fronteiras e pedem antecipação das eleições de 2027

Milhares de pessoas foram às ruas de Madri, neste sábado (26), para protestar contra a gestão da crise que ocorre na cidade de Ceuta, território pertencente à Espanha localizado no norte da África. Os manifestantes acusam o primeiro-ministro Pedro Sánchez de não proteger as fronteiras espanholas, depois que mais de 70 mil pessoas cruzaram irregularmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta nos dias 30 e 31 de julho.
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Durante o ato, manifestantes levantam bandeiras que dizem “Ceuta não está à venda, Ceuta será defendida”. Eles pedem, ainda, a antecipação das eleições que estão previstas para acontecer em 2027.
A chegada dos imigrantes no território espanhol sobrecarregou os recursos de Ceuta, o que fez com que a cidade entrasse em uma crise humanitária. O governo da Espanha aumentou a capacidade dos centros de acolhimento temporário, elevou a quantidade de frotas policiais e militares e aumentou o financiamento para as autoridades locais. As medidas, no entanto, não foram consideradas suficientes pelos partidos de oposição à gestão de Sánchez.
O ato, organizado pela plataforma de direita Sociedade Civil Espanhola, contou com o apoio do Partido Popular (PP) e do Vox, ambos também de direita. De acordo com as autoridades de Madri, cerca de 20 mil pessoas compareceram à manifestação. Já os organizadores do protesto afirmam que houve a presença de 180 mil manifestantes.
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Foto: Alejandro Martinez Velez/Reuters
