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Internacional
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Protestos na Europa expõem crise social e educacional, analisa Zaidan

Falta de professores e cortes bilionários na educação pública alimentam onda de manifestações na Europa.

2 min

22/10/2026 11:51 • Atualizado há 6 horas

Protestos na Europa expõem crise social e educacional, analisa Zaidan

Protestos na França

REUTERS/Abdul Saboor

Os intensos protestos registrados em diferentes países europeus refletem um cenário de profunda e crescente insatisfação social, impulsionada por frustrações com os serviços públicos e pela perda de perspectivas da população. A avaliação é do comentarista Claudio Zaidan, que analisou o movimento durante participação no Jornal Gente, da Band.

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Ao comentar os atos na França e a mobilização registrada ou prevista em nações como Bélgica, Espanha, Grécia, Albânia e Portugal, Zaidan destacou que o descontentamento não se limita a países com graves gargalos econômicos. Segundo o jornalista, há uma onda de frustração transversal que atinge sociedades com diferentes níveis de renda e padrões de vida.

Crise na Educação Pública Francesa

Na análise de Zaidan, o cenário francês é emblemático por ser liderado por jovens das periferias das grandes cidades. Diferentemente dos movimentos estudantis de maio de 1968 — associados à busca por liberdades individuais em um contexto de bonança econômica —, as manifestações atuais estão ancoradas em deficiências concretas da estrutura estatal.

Entre as principais queixas dos manifestantes estão a severa falta de professores, as barreiras na reposição de profissionais aposentados ou afastados, a degradação na qualidade do ensino e o sucateamento das instalações escolares nas regiões periféricas. Para o comentarista, a crise na educação pública dessas áreas é de caráter estrutural e afeta diretamente a formação das novas gerações.

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Cortes Orçamentários e Mobilização Social

Outro fator determinante destacado por Zaidan é a rígida política de austeridade fiscal do governo francês. De acordo com estimativas citadas no programa, a redução de gastos no orçamento do país pode oscilar entre 43 bilhões e 56 bilhões de euros. Essa retração de recursos públicos atinge em cheio os investimentos sociais, agravando a precariedade do setor educacional.

A insatisfação inicial dos estudantes acabou contagiando outras categorias. Trabalhadores e sindicatos aderiram aos atos, chegando a organizar cordões humanos de proteção nas ruas para evitar que os jovens fossem alvos de ações mais severas de repressão policial.

Descontentamento Além das Fronteiras

A análise de Zaidan ressalta que a abrangência geográfica dos protestos evidencia um problema mais amplo: mesmo em Estados democráticos dotados de consolidados sistemas de bem-estar social, falhas na distribuição de recursos e a deterioração dos serviços públicos essenciais são suficientes para deflagrar grandes convulsões populares.

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Para o jornalista, compreender a onda de instabilidade na Europa exige olhar para além dos índices macroeconômicos e focar nas causas específicas de cada reivindicação social.