Queda de helicóptero no RJ: família cobra agilidade na liberação dos corpos
Tragédia na Vista Chinesa vitimou três turistas colombianas, além do piloto; Prefeitura do Rio pede revisão das regras de voos panorâmicos à Anac

A família de três turistas colombianas que morreram em um acidente de helicóptero no Rio de Janeiro cobra agilidade das autoridades brasileiras para a liberação dos corpos. A tragédia ocorreu neste fim de semana na região da Vista Chinesa, localizada na Floresta da Tijuca, e também vitimou o piloto da aeronave.
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As vítimas foram identificadas como Rocío, sua filha Wendy e a neta Sofia. A família viajou ao Brasil para comemorar o aniversário de 15 anos da filha de Víctor, parente das vítimas, e o passeio turístico contratado com a empresa Voos Rio Panorâmico era a principal atração da viagem.
Víctor aguardava para fazer o segundo voo com a esposa e a aniversariante quando foi surpreendido com a notícia da queda. Desesperado com o processo burocrático, ele desabafou sobre a espera pela identificação oficial:
"Não deveríamos ter que sofrer uma segunda tragédia esperando por uma, duas, três semanas por uma identificação que, por eliminação ou lógica, já pode ser uma certeza. É um caso em que há 100% de certeza de que os três corpos aqui são da minha família. Não há espaço para dúvidas."
Dificuldades no processo de identificação
Como os corpos das três passageiras foram encontrados carbonizados, o processo de identificação no Instituto Médico Legal (IML) tornou-se mais complexo. A Polícia Civil informou que, caso os exames odontológicos não sejam suficientes para a confirmação, será necessário recorrer a testes de DNA. A Embaixada da Colômbia no Brasil trabalha para agilizar os trâmites.
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Diferente das passageiras, o corpo do piloto Alessandro Rocha foi liberado antes e enterrado nesta segunda-feira. Durante a cerimônia de despedida, familiares e colegas de profissão prestaram homenagens, destacando sua trajetória de mais de duas décadas no setor:
"Uma pessoa extremamente profissional, um ser humano muito família, muito criterioso. Eu acredito que vai fazer muita, mas muita falta para a família e também para a aviação."
Investigação e pedido por regras mais rígidas nos voos
As causas da queda estão sendo apuradas pela Polícia Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
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De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o helicóptero estava certificado e tinha autorização para realizar voos panorâmicos. No entanto, a Prefeitura do Rio de Janeiro pediu à agência que reavalie e aprimore a normatização dessas operações na cidade, onde são realizados em média 70 voos turísticos por dia.
