Quem é Katie Zacharia, nova porta-voz da Casa Branca envolvida em polêmica
Anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir a secretaria de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, de 41 anos, tornou-se o

FILE PHOTO: New White House Press Secretary Katie Zacharia holds her first press briefing at the White House in Washington, DC, US, October 13, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo
Reuters/Kevin Lamarque
Anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir a secretaria de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, de 41 anos, tornou-se o centro das atenções da política americana. Tanto por gafes cometidas no púlpito da sala de imprensa da Casa Branca quanto por suas credenciais profissionais, que passaram a ser questionadas.
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Segundo a imprensa internacional, sua primeira conferência de imprensa, ocorrida na última terça-feira (13), foi marcada por nervosismo, falhas em respostas e uma gafe ao falar sobre a presença da família em Washington, quando se confundiu e se referiu ao marido como presidente: "Meu presidente, desculpe, meu marido. Meu marido está aqui nesta semana".
Perfil e trajetória política
Natural da Califórnia, Zacharia é licenciada e mestre em direito pela Pepperdine Caruso School of Law, localizada em Malibu, onde se formou em 2011. Antes de assumir o cargo de porta-voz da Casa Branca, atuou como assessora de comunicação do Trump Media & Technology Group (empresa responsável pela rede Truth Social) e exerceu brevemente a função de porta-voz adjunta no Departamento de Segurança Interna (DHS).
Ganhou visibilidade mediática ao atuar como comentarista política habitual em canais de televisão conservadores, incluindo a Fox News e a Newsmax. O seu histórico profissional e público reflete o apoio a políticas restritivas de imigração e um forte alinhamento com o movimento MAGA (Make America Great Again). Ao anunciar a sua escolha, Trump elogiou a sua lealdade e rotulou-a como uma apoiante "brilhante" de sua administração.
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Escrutínio e polêmica sobre credenciais
Apesar de ter sido apresentada por Donald Trump e de ter se identificado repetidamente em redes sociais e programas de televisão como "advogada" e "consultora jurídica", a sua qualificação profissional virou alvo de questionamentos e investigações da imprensa internacional, como dos canais CNN e a NBC.
Segundo apurado junto da Ordem dos Advogados da Califórnia, não existe qualquer registo de que Katie Zacharia (ou Kate Sharon Black, o seu nome de solteira) tenha sido licenciada para exercer advocacia no estado ou em outras jurisdições norte-americanas. A CNN revelou ainda que Zacharia falhou no exame da Ordem na Califórnia após terminar o curso de direito.
Indagada por jornalistas sobre onde teria passado no exame da Ordem, Zacharia afirmou que tinha sido "quando se mudou para a China". A declaração causou estranheza, já que o exame jurídico chinês é restrito a cidadãos daquele país. Posteriormente, disse ao jornal The New York Times que ouviu mal a pergunta devido ao ruído do helicóptero presidencial.
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Em virtude das dúvidas, o grupo de vigilância ética Campaign for Accountability solicitou uma investigação formal à Ordem dos Advogados da Califórnia por potencial falsidade na apresentação do título profissional.
Em defesa da porta-voz, o diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou à NBC e à CNN que Zacharia é "extremamente inteligente" e possui as qualificações necessárias para informar o público americano sobre as ações do governo.
Vida pessoal e família
No âmbito pessoal, reportagens do USA Today detalham que Zacharia é casada com Tyler Zacharia, um ex-banqueiro de investimentos e produtor executivo de cinema responsável por produções como "Silence" e "The Irishman". O casal tem quatro filhos com idades entre 6 e 12 anos.
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Zacharia relatou ter feito uma pausa na carreira entre 2014 e 2020 para se dedicar exclusivamente à criação dos filhos antes de retornar ao mercado de trabalho. Na sua conferência de estreia, enfatizou a intenção de integrar a vida familiar à rotina de trabalho na Casa Branca durante a transição da família da Califórnia para Washington, D.C.
