Tensão militar escala entre asiáticos e EUA no Mar do Sul da China
China acusa navio de guerra americano de entrar ilegalmente em águas disputadas, e Filipinas sai em defesa de Washington

REUTERS/Tingshu Wang
A China mobilizou forças militares nesta terça-feira (20) para monitorar um navio de guerra dos Estados Unidos que, segundo o governo do país asiático, entrou "ilegalmente" em águas próximas a um recife disputado no Mar do Sul da China.
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Em outro incidente, mais ao norte da mesma via marítima, Taiwan relatou um impasse com uma embarcação da Guarda Costeira chinesa.
A China reivindica praticamente todo o Mar do Sul da China como parte de seu território, apesar das reivindicações sobrepostas de Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã. Nos últimos anos, as tensões têm sido particularmente intensas entre Pequim e Manila.
O Comando do Teatro Sul das Forças Armadas chinesas afirmou que o navio norte-americano USS Charleston "invadiu ilegalmente", nas primeiras horas de terça, águas adjacentes ao recife Sabina, no arquipélago das Spratly, sem autorização do governo chinês.
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"A ação dos Estados Unidos viola os direitos e interesses soberanos da China, coloca em risco a segurança marítima e prejudica a paz e a estabilidade regionais", declarou o comando militar em comunicado."O lado americano deve cessar imediatamente essas atividades."
Filipinas protestam
A Casa Branca costuma se referir a missões desse tipo como "operações de liberdade de navegação", tendo a última no Mar do Sul da China ocorrido há mais de um ano.
Um porta-voz das Forças Armadas das Filipinas afirmou que o navio americano "não invadiu território chinês" e acrescentou que nenhum país tem autoridade para exigir autorização prévia para o "trânsito legal por águas internacionais". O país tem um tratado de defesa mútua com os Estados Unidos.
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No mês passado, uma embarcação da Guarda Costeira chinesa colidiu com um barco filipino que realizava uma missão de reabastecimento próximo ao mesmo recife, de acordo com a Guarda Costeira das Filipinas. A China responsabilizou o lado filipino pelo incidente.
China e Filipinas disputam tanto a soberania sobre o recife Sabina quanto sobre todo o arquipélago das Spratly.
Impasse sobre soberania
Também nesta terça-feira, a Guarda Costeira de Taiwan reportou que uma embarcação da Guarda Costeira chinesa entrou em águas restritas próximas às ilhas Pratas, no extremo norte do Mar do Sul da China.
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Segundo as autoridades taiwanesas, o navio Taichung foi enviado para advertir a embarcação chinesa a deixar a área.
Durante a operação, os dois lados trocaram mensagens por rádio. A embarcação chinesa teria então transmitido que "a chamada República da China não existe", em referência ao nome oficial de Taiwan.
Em resposta, o navio taiwanês afirmou que "a República da China (Taiwan) é um país soberano e independente". Segundo as autoridades da ilha, o impasse continuava em andamento.
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Pressão militar crescente
Na semana passada, o Escritório para Assuntos de Taiwan da China afirmou que Taiwan terá de "arcar com as consequências" após a Guarda Costeira taiwanesa utilizar um canhão de água contra um barco pesqueiro chinês próximo às ilhas Pratas.
As ilhas Pratas ficam aproximadamente entre o sul de Taiwan e Hong Kong. O arquipélago tem presença militar limitada e sua segurança é responsabilidade da Guarda Costeira de Taiwan.
As Forças Armadas da China já operam em torno de Taiwan quase diariamente. A ilha, governada democraticamente, rejeita se submeter ao controle de Pequim.
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A China, por sua vez, intensificou a pressão militar sobre Taiwan nos últimos anos, deslocando caças e navios de guerra ao redor da ilha quase diariamente e realizando vários exercícios de grande escala.
