Terremoto de magnitude 7 atinge o Tibete a 400 km da capital
Epicentro foi registrado na região de Nagqu, no norte do território, a 10 quilômetros de profundidade

Bandeira Tibet
Freepik
Um terremoto de magnitude 7 atingiu o norte do Tibete, território autônomo da China, nesta quinta-feira (22). O tremor ocorreu às 22h33 no horário local (11h33 em Brasília), em uma área de grande altitude da região de Nagqu, a cerca de 400 quilômetros de Lhasa, capital tibetana. Segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), cerca de 132 mil pessoas sentiram abalos de intensidade moderada a forte.
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O epicentro foi localizado a aproximadamente 18 quilômetros de profundidade, segundo o USGS. Já o Centro Chinês de Redes Sísmicas (CENC) estimou a profundidade em 10 quilômetros.
Cerca de 40 minutos após o primeiro abalo, um segundo terremoto, de magnitude 5,2, foi registrado nas proximidades, conforme informações divulgadas pela imprensa internacional.
Até as primeiras atualizações, não havia relatos confirmados de vítimas ou danos materiais. As informações sobre os impactos do terremoto ainda estavam em atualização.
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Terremoto foi o mais forte na China desde 2024
O abalo desta quinta-feira foi o mais forte registrado na China desde janeiro de 2024, segundo informações divulgadas pela agência Reuters. Na ocasião, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a região de Xinjiang, no oeste do país.
O Tibete está em uma área de intensa atividade sísmica, relacionada ao movimento de convergência entre as placas tectônicas Indiana e Eurasiática. A interação entre essas placas também está associada à formação da cordilheira do Himalaia.
Em janeiro de 2025, um terremoto de magnitude 6,8 atingiu o condado de Tingri, no Tibete, próximo à fronteira com o Nepal. O desastre deixou 126 mortos e 188 feridos, além de provocar danos a construções.
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A profundidade do epicentro, as características do terreno e a resistência das edificações estão entre os fatores que influenciam os efeitos de um terremoto. No caso do abalo desta quinta-feira, a avaliação dos impactos dependia de novas informações das autoridades locais.
