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Tragédia na fronteira do Nepal com Tibete mobiliza buscas intensas

Segundo o balanço mais recente das autoridades locais, 359 pessoas morreram e mais de 1,3 mil estão desaparecidas, sendo 700 turistas estrangeiros

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27/08/2026 09:10 • Atualizado há 56 dias

Tragédia na fronteira do Nepal com Tibete mobiliza buscas intensas

As buscas continuam intensas após a tragédia na região de fronteira entre o Nepal, nos Himalaias, e o Tibete, na China. O governo do Tibete já enviou 800 pessoas da Defesa Civil, mais de 150 veículos, cães farejadores e barcos rápidos para ajudar nos resgates.

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Segundo o último balanço, há pelo menos 359 mortos, só que são mais de 1300 desaparecidos, sendo cerca de 700 turistas estrangeiros.

A região é ponto de turismo de esportes, como o montanhismo, mas também de peregrinação.

Entre as nacionalidades dos estrangeiros desaparecidos estão australianos, canadenses, americanos, britânicos, franceses, portugueses, russos, indianos - já que essa semana é celebrado Janai Purnima, importante festival hindu celebrado no Nepal.

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Em nota, o Itamaraty diz que não há brasileiros entre os desaparecidos, por enquanto. E quando a gente vê toda a água descendo com violência e que não deu chance para ninguém a gente pensa em tromba d’água. Só que não. O fenômeno foi geológico.

O Nepal é especialmente vulnerável a esse tipo de desastre porque o derretimento acelerado das geleiras tem ampliado o número e o tamanho desses lagos nos Himalaias. Muitos deles ficam no Tibete e aumentam os rios que descem para o Nepal.

Deslizamento de terra com força de terremoto

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que monitora desastres naturais em todo o planeta, o tremor foi provocado pelo impacto de um deslizamento de terra gigantesco - com uma força equivalente a de um terremoto de magnitude 5,2.

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O deslizamento carregou gelo e rochas pela encosta e atingiu um afluente de um rio. O material bloqueou o curso d’água e formou uma espécie de barragem, que quando cedeu, uma enxurrada colossal desceu pelo vale, destruindo tudo o que estava no caminho, como se fosse um tsunami.

A força dessa enxurrada é explicada pelo próprio terreno. Os rios descem por vales estreitos e íngremes dos Himalaias. Quando uma barreira natural deste tamanho cede, a água ganha velocidade e leva tudo o que encontra pela frente.

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