Internacional
Jornal da Band

Três anos após ataque do Hamas, Gaza segue devastada e violência aumenta

Incursão do grupo terrorista contra Israel completa três anos nesta quarta-feira com homenagens e longe da paz

2 min

07/10/2026 20:19 • Atualizado há 3 horas

Nesta quarta-feira (7) completou três anos desde o ataque terrorista promovido pelo Hamas, que deixou 1.200 mortos em Israel e desencadeou uma ofensiva militar de grandes proporções na Faixa de Gaza. Às 6h29 (horário local), homenagens com flores, fotografias e minutos de silêncio relembraram as vítimas do ataque ocorrido em 7 de outubro de 2023, quando militantes do grupo palestino romperam a fronteira para invadir comunidades, bases militares e um festival de música. Além dos mortos, 251 pessoas foram sequestradas.

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Em resposta às incursões, Israel declarou guerra e iniciou uma sequência de bombardeios quase diários sobre o território palestino. Passados três anos, todos os reféns foram levados de volta a Israel, entre sobreviventes e mortos. Por outro lado, a operação militar resultou na morte de mais de 74 mil palestinos --em sua grande maioria mulheres e crianças--, além de provocar o deslocamento de quase 2 milhões de pessoas e transformar o enclave em ruínas.

Controle territorial e impasse em Gaza

Apesar de um cessar-fogo firmado no ano passado, os ataques prosseguiram na região. Atualmente, o exército de Israel mantém a presença de soldados no enclave e controla cerca de dois terços do território de Gaza. Embora o Hamas tenha perdido significativa capacidade militar e diversos de seus líderes, o objetivo de extingui-lo não foi alcançado, e a organização permanece armada e operacional.

No campo humanitário e de infraestrutura, o plano de reconstrução de Gaza não avançou e permanece apenas no papel. Sem perspectiva de restauração do enclave no curto prazo, milhares de palestinos continuam vivendo em tendas sob condições degradantes. Paralelamente, as negociações para a consolidação de um novo cessar-fogo não prosperaram.

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Expansão do conflito e tensão no Oriente Médio

O ataque de 7 de outubro desencadeou desdobramentos que redesenharam o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio, abrindo uma sucessão de confrontos e alianças militares. Em fevereiro deste ano, bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã arrastaram o grupo Hezbollah e os militantes Houthis do Iêmen para o confronto direto com forças israelenses.

Como retaliação, o Irã promoveu bombardeios contra bases militares americanas em países do Golfo Pérsico. A escalada atingiu também rotas estratégicas de escoamento de petróleo, transformando o Estreito de Ormuz em uma rota minada por explosivos navais e aprofundando a instabilidade na região.