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Ucrânia recebe falsos alertas de risco nuclear após possível ataque hacker

Os falsos alertas foram então eliminados cerca de uma hora depois

2 min

01/11/2026 20:06 • Atualizado há 1 hora

Ucrânia recebe falsos alertas de risco nuclear após possível ataque hacker

The Kyiv Independent

O sistema de alerta de ataques aéreos da Ucrânia foi hackeado, neste domingo (1°), segundo o governo local. Sirenes soavam por todo o país e pessoas receberam alertas falsos avisando sobre ameaças nucleares, químicas e confrontos urbanos.

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O aviso, disparado pelo aplicativo Air Alert, oficialmente apoiado pelo governo e desenvolvido em colaboração entre o Ministério da Transformação Digital e a empresa de tecnologia de segurança Ajax Systems, dizia, em russo: “Um alerta nuclear está prestes a ser acionado em toda a Ucrânia! Não se preocupe, o Oreshnik está à caminho”.

"É provável que o aplicativo 'Alerta Aéreo' tenha sido comprometido pelo inimigo. Não há ameaça de radiação! Por favor, mantenham a calma e acompanhem nossas atualizações em nosso canal (do Telegram)", disse a Força Aérea da Ucrânia.

Os falsos alertas foram então eliminados cerca de uma hora depois.

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O Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia afirmou que o aplicativo "Air Alert" "provavelmente foi comprometido".

"Ataque cibernético ao aplicativo 'Air Alert'. Não clique no link da mensagem", informou a governadora da região de Vinnytsia, Natalia Zabolotna .

O que é o Oreshnik

O armamento utilizado por Moscou possui alcance intermediário, sendo capaz de atingir alvos a até 5.500 quilômetros de distância. Devido à sua velocidade hipersônica — dez vezes superior à velocidade do som —, o projétil pode alcançar as principais capitais da Europa em aproximadamente 16 minutos a partir de lançamentos realizados no território russo ou em Belarus, onde o sistema foi instalado.

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Além da velocidade que dificulta a detecção e a interceptação, o Oreshnik tem capacidade para transportar até seis ogivas atômicas. Estas bombas se desprendem durante a trajetória e podem ser direcionadas a alvos distintos de forma independente. No ataque recente, Moscou utilizou o armamento com ogivas convencionais, atingindo galpões de produção e armazenamento de drones, segundo informações do Ministério da Defesa da Rússia.

A Rússia afirma que a utilização deste míssil é uma retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atacar a residência oficial do presidente Vladimir Putin, ocorrida em dezembro. O governo em Kiev nega qualquer envolvimento em tentativas de atentado contra o líder russo.